sexta-feira, 20 de março de 2015

FICHAMENTO: O CAPITAL . KARL MARX. CRÍTICA DA ECONOMIA POLÍTICA VOLUME I. LIVRO PRIMEIRO. OS ECONOMISTAS “CAPITULO: A MERCADORIA”



                                                                                                                                     

                                                                                                                                     
FICHAMENTO: O CAPITAL[1]. KARL MARX. CRÍTICA DA ECONOMIA POLÍTICA VOLUME I. LIVRO PRIMEIRO. OS ECONOMISTAS “CAPITULO:   A MERCADORIA”

FASCÍCULO DAS FACULDADES INTEGRADAS IPIRANGA – PROGRAMA DE LICENCIATURAS INTEGRADAS – EIXO DE FORMAÇÃO COMUM.  Apresentação de Jacob Gorender. Coordenação e revisão de Paul Singer. Tradução de Regis Barbosa e Flávio R. Kothe. Fundador. VICTOR CIVITA. (1907 - 1990). Editora Nova Cultural Ltda. 1996. O processo de reprodução do capital tomo 1. (prefacio e capítulos I a XII).

Sebastião Pereira Viana Júnior[2]

            O capital nos apresenta uma leitura intrigante, sobre a realidade da existência da mercadoria. O que é a mercadoria? Ao mesmo tempo ele explica que ela não pode nascem sem existir uma relação de trabalho. A transformação da matéria prima requer em cima disso todo um processo de esforço que é o trabalho, e ao mesmo tempo esse não se apresenta como produto principal para o burguês, é bom lembrar que em poucos momentos ele fala nessa relação burguês e trabalhador,  mas fica entendido uma certa relação, nesse primeiro capitulo de A mercadoria.
            Ele estipula vários argumentos sobre a mercadoria, e especifica no caso do linho que são gastos vários tubos de linho para se chegar a construir a calça, e  ela tem um preço e os tubos de linho tem outro, essa dinâmica é complexa e tende a enriquecer o detentor dos meios de produção, mesmo que o trabalhador faça aumentar   a produção o trabalho financeiramente não será recompensado.

1-Este homem, que vivia um intervalo de consciência pacificada e iluminação subjetiva em meio a combates políticos, perseguições e decepções, nascera em 1818, em Trier (Trevès, à francesa), (pagina 5) .

1.1-os camponeses renanos haviam sido emancipados da servidão da gleba, e das antigas instituições feudais não restava muita coisa na província. (pagina 5) .

1.2-Firmavam-se nela núcleos da moderna indústria fabril em torno da qual se polarizavam as duas novas classes da sociedade capitalista: o proletariado e a burguesia. (pagina 5/6)

1.3-A família Marx pertencia à classe média de origem judaica. Hirschel Marx fizera brilhante carreira de jurista e chegara a Conselheiro da Justiça. (pagina 6)

1.4- Em 1843, Marx casou-se com Jenny Von Westphalen, originária de família recém-aristocratizada, cujo ambiente confortável trocaria MARX por uma vida de penosas vicissitudes na companhia de um líder revolucionário.(pagina 6/7)

1.5-Friedrich Engels (1820-1895) era filho de um industrial têxtil, que pretendia fazê-lo seguir a carreira dos negócios e, por isso, afastara- o do curso universitário .(pagina 8)

1.6-o jovem ensaísta identificou no proletariado a classe agente da transformação mais profunda. (pagina 8)

1.7-O passo seguinte dessa evolução foi assinalado por um conjunto de escritos em fase inicial de elaboração, que deveriam resultar ao que parece em vasto ensaio. (pagina 9)


1.8-Materialismo histórico, socialismo científico e Economia Política. (pagina 9)

1.9- Em 1844 e em Paris, Marx e Engels deram início à colaboração intelectual e política que se prolongaria durante quatro decênios. Dotado de exemplar modéstia, Engels nunca consentiu que o considerassem senão o “segundo violino” junto a Marx. (pagina 9)

1.10-Escrita em 1844 e publicada em princípios de 1845, A Sagrada Família foi o primeiro livro em que Marx e Engels apareceram na condição de co-autores. Trata-se de obra caracteristicamente polêmica, que assinala o rompimento com a esquerda hegeliana. (pagina 9)

1.11-A Sagrada Família fazia apreciação positiva da crítica da sociedade burguesa pelo já famoso autor de Que É a Propriedade, então o de maior evidência na corrente que Marx e Engels mais tarde chamariam de socialismo utópico. (pagina 10)

1.12-Marx se viu obrigado a buscar refúgio, pois o governo de Guizot, pressionado pelas autoridades prussianas, o expulsou da França sob acusação de atividades subversivas. (pagina 11)

1.13-Ou seja, se surgisse do movimento histórico real de que participa o proletariado na condição de classe objetivamente portadora dos interesses mais revolucionários da sociedade. Mas de que maneira substituir a utopia pela ciência? (pagina 12)

1.14-É sabido que, a partir de 1844, Marx concentrou sua energia intelectual no estudo dos economistas. (pagina 12)

1.15-À parte a polêmica devastadora contra Proudhon, resumindo a crítica ao socialismo utópico em geral, o livro marcou a plena aceitação da teoria do valor-trabalho, na formulação ricardiana. Sob este aspecto, Miséria da Filosofia (pagina 13)

1.16-Marx e Engels regressaram de imediato à sua pátria e se lançaram por inteiro no combate. Marx fundou e dirigiu o diário Nova Gazeta Renana. (pagina 14)

2- Salário Preço Lucro (pagina. 71).

2.1- Informe pronunciado por Marx nos dias 20 a 27 de junho de 1865 nas sessões do Conselho Geral da Associação Internacional dos Trabalhadores. Publicado pela primeira vez em folheto à parte, em Londres, 1898, com o título Value, Price and Profit. (N. do T.). (pagina 71)

2.2-I Produção e Salários (pagina 73)

2.3-... que o montante dos salários reais, isto é, dos salários medidos pelo volume de mercadorias que permitem adquirir, é também uma soma fixa, uma grandeza constante.(pagina 74)

2.4- O volume ou grandeza da produção nacional varia continuamente. Não é uma grandeza constante, mas variável, e assim tem que ser, mesmo sem levar em conta as flutuações da população, devido às contínuas mudanças que se operam na acumulação de capital (pagina 74)

2.5- Se o volume dos salários representa uma quantidade constante, não poderá aumentar, nem diminuir. (pagina 74)

2.6-Portanto, se os operários agem como tolos ao arrancarem um aumento temporário de salários, não menos tolamente estariam agindo os capitalistas ao impor uma baixa temporária dos salários. (pagina 74)

2.7-Procederiam, portanto, acertadamente, ao arrancar aumentos de salários, pois toda reação contra uma baixa de salários é uma ação a favor do seu aumento. (pagina 75)

2.8-Se o capitalista quer vos alimentar com batatas, em vez de carne, ou com aveia, em vez de trigo, deveis acatar a sua vontade como uma lei da economia política e vos submeter a ela. (pagina 75)

2.9-Ainda assim caberia perguntar: Por que a vontade do capitalista norte-americano difere da do capitalista inglês? (pagina 75)

2.10-É possível que venha um padre dizer-me que Deus quer na França uma coisa e na Inglaterra outra. (pagina 75)

2.11-Sem sombra de dúvida, a vontade do capitalista consiste em encher os bolsos, o mais que possa. (pagina 75)

2.12-E o que temos a fazer não é divagar acerca da sua vontade, mas investigar o seu poder, os limites desse poder e o caráter desses limites. (pagina 75)

3- CAPÍTULO I A MERCADORIA  1. Os dois fatores da mercadoria: Valor de uso e valor (substância do valor, grandeza do valor) . (pagina 165)

3.1-A riqueza das sociedades em que domina o modo de produção capitalista aparece como uma “imensa coleção de mercadorias. (pagina 165)

3.2-A mercadoria é, antes de tudo, um objeto externo, uma coisa, a qual pelas suas propriedades satisfaz necessidades humanas de qualquer espécie. (pagina 165)

3.4-A natureza dessas necessidades, se elas se originam do estômago ou da fantasia. (pagina 165)

3.5-A utilidade de uma coisa faz dela um valor de uso.79 Essa utilidade, porém, não paira no ar. Determinada pelas propriedades do corpo da mercadoria... (pagina 166)

3.6-Esse seu caráter não depende de se a apropriação de suas propriedades úteis custa ao homem muito ou pouco trabalho. (pagina 166)

3.7-Na forma de sociedade a ser por nós examinada, eles constituem, ao mesmo tempo, os portadores materiais do — valor de troca. (pagina 166).

3.8-O valor de troca aparece, de início, como a relação quantitativa, a proporção na qual valores de uso de uma espécie se trocam81 contra valores de uso de outra espécie, uma relação que muda constantemente no tempo e no espaço. (pagina 166)

3.9-Tomemos ainda duas mercadorias, por exemplo, trigo e ferro. Qualquer que seja sua relação de troca, poder-se-á, sempre, representá- la por uma equação em que dada quantidade de trigo é igualada a alguma quantidade de ferro. (pagina 167)

3.10-Por outro lado, porém, é precisamente a abstração de seus valores de uso que caracteriza evidentemente a relação de troca das mercadorias. (pagina 167)

3.11-“Uma espécie de mercadoria é tão boa quanto a outra se o seu valor de troca for igual. Pois não existe nenhuma diferença ou distinção entre coisas de valor de troca igual”.83.(pagina 167)

3.12-Consideremos agora o resíduo dos produtos do trabalho. Não restou deles a não ser a mesma objetividade fantasmagórica, uma simples gelatina de trabalho humano indiferenciado, (pagina 168)

3.13-O que essas coisas ainda representam é apenas que em sua produção foi despendida força de trabalho humano, foi acumulado trabalho humano. (pagina 168)

3.14-Portanto, um valor de uso ou bem possui valor, apenas, porque nele está objetivado ou materializado trabalho humano abstrato. (pagina 168)

3.15-A própria quantidade de trabalho é medida pelo seu tempo de duração, e o tempo de trabalho possui, por sua vez, sua unidade de medida nas determinadas frações do tempo, como hora, dia etc. (pagina 168)

3.16-Se o valor de uma mercadoria é determinado pela quantidade de trabalho despendido durante a sua produção, poderia parecer que quanto mais preguiçoso ou inábil seja um homem, tanto maior o valor de sua mercadoria,. (pagina 168)

3.17-Na Inglaterra, por exemplo, depois da introdução do tear a vapor, bastava talvez somente metade do trabalho de antes para transformar certa quantidade de fio em tecido. (pagina 169)


3.18-É, portanto, apenas o quantum de trabalho socialmente necessário ou o tempo de trabalho socialmente necessário para produção de um valor de uso o que determina a grandeza de seu valor. (pagina 169).

3.19-Enquanto valores todas as mercadorias são apenas medidas determinadas de tempo de trabalho cristalizado. (pagina 169).

3.20- Uma coisa pode ser valor de uso, sem ser valor. É esse o caso, quando a sua utilidade para o homem não é mediada por trabalho. (pagina 170).

3.21-Uma coisa pode ser útil e produto do trabalho humano, sem ser mercadoria. Quem com seu produto satisfaz sua própria necessidade cria valor de uso mas não mercadoria. (pagina 170).

3.22-O camponês da Idade Média produzia o trigo do tributo para o senhor feudal, e o
trigo do dízimo para o clérigo. (pagina 170).

3.23-(...)...nenhuma coisa pode ser valor, sem ser objeto de uso. Sendo inútil, do mesmo modo é inútil o trabalho nela contido, não conta como trabalho e não constitui nenhum valor. (pagina 170).

4- 2-Duplo caráter do trabalho representado nas mercadorias. (pagina 171).

4.1-A mercadoria apareceu-nos, inicialmente, como algo dúplice, valor de uso e valor de troca. Depois mostrou-se que também o trabalho, à medida que é expresso no valor, já não possui as mesmas características. (pagina 171).

4.2-O casaco é um valor de uso que satisfaz a uma necessidade específica. Para produzi-lo, precisa-se de determinada espécie de atividade produtiva.  (pagina 171).

4.2-Na totalidade dos vários tipos de valores de uso ou corpos de mercadorias aparece uma totalidade igualmente diversificada, de acordo com gênero, espécie, família, subespécie, variedade, de diferentes trabalhos úteis.  (pagina 171).

4.3-(...)... uma divisão social do trabalho. Ela é condição de existência para a produção de mercadorias, embora, inversamente, a produção de mercadorias não seja a condição de existência para a divisão social do trabalho.  (pagina 171).

4.4-Na antiga comunidade hindu o trabalho é socialmente dividido sem que os produtos se tornem mercadorias.   (pagina 171).

4.5-Na antiga comunidade hindu o trabalho é socialmente dividido sem que os produtos se tornem mercadorias. (pagina 171).

4.6-Viu-se, portanto: o valor de uso de cada mercadoria encerra determinada atividade produtiva adequada a um fim, ou trabalho útil. (pagina 172).

4.7-Os valores de uso casaco, linho etc., enfim, os corpos das mercadorias, são ligações de dois elementos, matéria fornecida pela natureza e trabalho. (pagina 172).

4.8-Existem, entretanto, circunstâncias sociais em que a mesma pessoa, alternadamente, costura e tece. Esses dois modos diferentes de trabalho são, por isso, apenas modificações do trabalho do mesmo indivíduo,. (pagina 172).

4.9-Existem, entretanto, circunstâncias sociais em que a mesma pessoa, alternadamente, costura e tece. Esses dois modos diferentes de trabalho são, por isso, apenas modificações do trabalho do mesmo indivíduo, . (pagina 172).

4.10-Abstraindo-se da determinação da atividade produtiva e, portanto, do caráter útil do trabalho, resta apenas que ele é um dispêndio de força humana de trabalho. (pagina 173).

4.11-Contudo, para poder ser despendido dessa ou daquela forma, precisa a força humana de trabalho estar mais ou menos desenvolvida.  (pagina 173).

4.12-Mas o valor da mercadoria representa simplesmente trabalho humano, dispêndio de trabalho humano sobretudo.  (pagina 173).

4.13-Assim como na sociedade burguesa um general ou banqueiro desempenha um grande papel, enquanto o homem simples, ao contrário, desempenha um papel ordinário. (pagina 173).

4.14- Assim como nos valores casaco e linho é abstraída a diferença de seus valores de uso, também nos trabalhos que se representam nesses valores abstrai-se a diferença de suas formas úteis, (pagina 174).

4.15-.Permanecendo inalterada a força produtiva, digamos, de todos os trabalhos úteis necessários à produção de um casaco, a grandeza de valor do casaco sobe com a sua própria quantidade. (pagina 174).

4.16-Um quantum maior de valor de uso representa em si e para si maior riqueza material, . (pagina 175).

4.17-O mesmo trabalho proporciona, portanto, nos mesmos espaços de tempo, sempre a mesma grandeza de valor, qualquer que seja a mudança da força produtiva. (pagina. 175)

4.18-Todo trabalho é, por um lado, dispêndio de força de trabalho do homem no sentido fisiológico, e nessa qualidade de trabalho humano igual ou trabalho humano abstrato gera o valor da mercadoria.  (pagina. 175)

5- 3. A forma de valor ou o valor de troca. (pagina. 176)

5.1-As mercadorias vêm ao mundo sob a forma de valores de uso ou de corpos de mercadorias, como ferro, linho, trigo etc. (pagina. 176)

5.2- A relação mais simples de valor é evidentemente a relação de valor de uma mercadoria com uma única mercadoria de tipo diferente, não importa qual ela seja. A relação de valor entre duas mercadorias fornece, por isso, a expressão mais simples de valor para uma mercadoria.  (pagina. 177)

5.3-Se uma mercadoria encontra-se sob a forma relativa de valor ou sob a forma oposta, a forma equivalente, depende exclusivamente da posição que essa mercadoria ocupe na expressão de valor .  (pagina. 177)

5.4- Para descobrir como a expressão simples do valor de uma mercadoria se esconde na relação de valor entre duas mercadorias, deve-se considerar essa relação, de início, totalmente independente de seu lado quantitativo.   (pagina. 178)

5.6-Se 20 varas de linho = 1 casaco ou = 20 ou = x casacos, isto é, se dado quantum de linho vale muitos ou poucos casacos, cada uma dessas proporções implica sempre que linho e casaco, como grandezas de valor, sejam expressões da mesma unidade, coisas da mesma natureza. Linho = casaco é o fundamento da equação.   (pagina. 178)

5.7-Nessa relação, o casaco vale como forma de existência de valor, como coisa de valor, pois apenas como tal é o mesmo que o linho. (pagina. 178)

5.8-Digamos: como valores, as mercadorias são meras gelatinas de trabalho humano, então a nossa análise reduz as mesmas à abstração de valor, sem dar-lhes, porém, qualquer forma de valor diferente de suas formas naturais. (pagina. 179)

5.9-Na relação de valor do linho vale o casaco como seu igual em qualidade, como coisa da mesma natureza, porque é um valor. (pagina. 179)

5.10-Na produção do casaco foi realmente despendida força de trabalho humana sob a forma de alfaiataria É, portanto, trabalho humano nele
acumulado. (pagina. 179)

5.11-Na relação de valor, na qual o casaco constitui o equivalente do linho, vale, portanto, a forma de casaco como forma de valor. (pagina. 179)

5.12-Toda mercadoria, cujo valor deve ser expresso, é um objeto de uso em dado quantum, 15 arrobas de trigo, 100 libras de café etc. (pagina. 179)

5.13-I. Que mude o valor do linho,101 enquanto o valor do casaco permanece constante. Se o tempo de trabalho necessário para a produção do linho dobra,(pagina. 181)

5.14-II. Que o valor do linho permaneça constante, enquanto muda o valor do casaco. Duplica, sob essas circunstâncias, .(pagina. 181)

5.15-III. As quantidades de trabalho necessárias para a produção de linho e casaco podem variar simultaneamente, na mesma direção e na mesma proporção. (pagina. 182)


5.16-IV. Os tempos de trabalho necessários à produção de linho e casaco, respectivamente, e, portanto, seus valores, podem variar simultaneamente, .(pagina. 182)

5.17-O linho exprime assim, de fato, sua própria qualidade de ter valor na circunstância de que o casaco é com ele diretamente permutável. (pagina. 183)

5.18-Ela depende da grandeza de valor dos casacos, já que a grandeza de valor do linho é dada. (pagina. 183)

5.19-A primeira peculiaridade que chama a atenção quando se observa a forma equivalente é esta: o valor de uso torna-se forma de manifestação de seu contrário, do valor.(pagina 184)

5.20-Como, porém, as propriedades de uma coisa não se originam de sua relação com outras coisas, antes apenas atuam em tal relação. (pagina 185)

6-Daí o enigmático da forma equivalente, que de início fere o olhar burguês rústico de economista político, tão logo esta se apresenta a ele, já pronta, sob a forma dinheiro. (pagina 185)

6.1-O corpo da mercadoria que serve de equivalente figura sempre como corporificação do trabalho humano abstrato e é sempre o produto de determinado trabalho concreto, útil.(pagina185)

6.2-Na forma de alfaiataria como na forma de tecelagem é despendida força de trabalho do homem. Ambas as atividades possuem, portanto, a propriedade geral do trabalho humano. (pagina186)

6.3-É portanto uma segunda peculiaridade da forma equivalente que trabalho concreto se converta na forma de manifestação de seu contrário, trabalho humano abstrato.  (pagina186)

6.4-De início declara Aristóteles claramente que a forma dinheiro da mercadoria é apenas a figura mais desenvolvida da forma simples de valor. (pagina186)

6.5-“A troca”, diz ele, “não pode existir sem a igualdade, nem a igualdade sem a comensurabilidade”  (pagina187)

6.6-O próprio Aristóteles nos diz em que fracassa o prosseguimento de sua análise, a saber, na falta do conceito de valor. Que é o igual, isto é, a substância comum que a casa representa para a almofada na expressão de valor da almofada? (pagina 187)

6.7-A forma simples de valor de uma mercadoria está contida em sua relação de valor com outra mercadoria de tipo diferente, ou na relação de troca com a mesma. (pagina 188)

6.8-Como aqui a forma natural de cada espécie particular de mercadoria é uma forma equivalente particular ao lado de inumeráveis outras formas equivalentes particulares, existem, em geral, apenas formas equivalentes limitadas, das quais cada uma exclui a outra. (pagina 191)

6.9-A forma relativa de valor desdobrada consiste numa soma de expressões de valor ou equações da primeira forma, como:

20 varas de linho = 1 casaco
20 varas de linho = 10 libras de chá etc.

Cada uma dessas equações contém, reciprocamente, a equação idêntica: (pagina 191)

1 casaco = 20 varas de linho
10 libras de chá = 20 varas de linho etc.

6.10-As mercadorias representam agora seus valores 1) de modo simples, porque na mesma mercadoria, e 2) de modo unitário, porque na mesma mercadoria. Sua forma valor é simples e comum a todas, portanto, geral. (pagina 192)

6.11-No mesmo grau, porém, em que se desenvolve a forma valor em geral, desenvolve-se também a antítese entre ambos os pólos, a forma valor relativa e a forma equivalente. (pagina 194)

6.12-Já a primeira forma — 20 varas de linho = 1 casaco — contém essa antítese, mas não a fixa. (pagina 194)

6.13-Na forma II, só uma das espécies de mercadoria pode de cada vez desdobrar totalmente seu valor, ou ela mesma possui apenas a forma valor relativa desdobrada, . (pagina 194)

6.14-A última forma, a forma III, por fim, dá ao mundo das mercadorias forma valor relativa social geral, porque e na medida em que, com uma única exceção, todas as mercadorias que lhe pertencem são excluídas de forma equivalente geral. (pagina 195).

6.15-Transição da forma valor geral para a forma dinheiro. (pagina 195).

6.16-A forma equivalente geral é uma forma do valor em si. Ela pode ser recebida, portanto, por qualquer mercadoria. Por outro lado, uma mercadoria encontra-se apenas na forma equivalente geral (forma III) . (pagina 195).

6.17- Então, o gênero específico de mercadoria, com cuja forma natural a forma equivalente se funde socialmente, torna-se mercadoria dinheiro ou funciona como dinheiro.  (pagina 196).

6.18-O ouro só se confronta com outras mercadorias como dinheiro por já antes ter-se contraposto a elas como mercadoria. Igual a todas as outras mercadorias.  (pagina 196).

6.19-O caráter fetichista da mercadoria e seu segredo.  (pagina 197).

6.20-À primeira vista, a mercadoria parece uma coisa trivial, evidente. Analisando-a, vê-se que ela é uma coisa muito complicada, cheia de sutileza metafísica e manhas teológicas. (pagina 197).

6.21-De onde provém, então, o caráter enigmático do produto do trabalho, tão logo ele assume a forma mercadoria?. (pagina 198).

7-O misterioso da forma mercadoria consiste, portanto, simplesmente no fato de que ela reflete aos homens as características sociais do seu próprio trabalho como características objetivas dos próprios produtos de trabalho.  (pagina 198).

7.1- Esse caráter fetichista do mundo das mercadorias provém, como a análise precedente já demonstrou, do caráter social peculiar do trabalho que produz mercadorias. (pagina 199).

7.2-O cérebro dos produtores privados apenas reflete esse duplo caráter social de seus trabalhos privados sob aquelas formas que aparecem na circulação prática, na troca dos produtos . (pagina 199)

7.3- O valor transforma muito mais cada produto de trabalho em um hieroglifo social. Mais tarde, os homens procuram decifrar o sentido do hieroglifo, descobrir o segredo de seu próprio produto social.  (pagina 200)

7.4- De fato, o caráter de valor dos produtos de trabalho apenas se consolida mediante sua efetivação como grandezas de valor. (pagina 200)

7.5-(...)... os trabalhos privados, empreendidos de forma independente uns dos outros, mas universalmente interdependentes como membros naturalmente desenvolvidos da divisão social do trabalho. (pagina 201)

7.6- A determinação da grandeza de valor pelo tempo de trabalho é, por isso, um segredo oculto sob os movimentos manifestos dos valores relativos das mercadorias. Sua descoberta supera a aparência da determinação meramente casual. (pagina 201)
7.7- A reflexão sobre as formas de vida humana, e, portanto, também sua análise científica, segue sobretudo um caminho oposto ao desenvolvimento real.  (pagina 201)

7.7-A própria necessidade o obriga a distribuir seu tempo minuciosamente entre suas diferentes funções. Se uma ocupa mais, outra menos espaço na sua atividade total depende da maior ou menor dificuldade que se tem de vencer para conseguir o efeito útil pretendido.   (pagina 202)

7.8-Todas as relações entre Robinson e as coisas que formam sua riqueza, por ele mesmo criada, são aqui tão simples e transparentes que até o sr. M. Wirth deveria entendê-las, sem extraordinário esforço intelectual. E todavia já contém todas as características essenciais do valor.    (pagina 202)

7.9-  Desloquemo-nos da ilha luminosa de Robinson à sombria Idade Média européia. Em vez do homem independente, encontramos aqui todos dependentes— servos e senhores feudais, vassalos e suseranos, leigos e clérigos.  (pagina 202)

7.10-Eles entram na engrenagem social como serviços e pagamentos em natura. A forma natural do trabalho, sua particularidade, e não, como na base da produção de mercadorias, a sua generalidade, é aqui sua forma diretamente social. (pagina 203)

7.11-O dízimo, a ser pago ao cura, é mais claro que a bênção do cura. (pagina 203)

7.12-Para observar o trabalho comum, isto é, o trabalho diretamente socializado, não precisamos voltar à forma naturalmente desenvolvida do mesmo que encontramos no limiar da história de todos os povos. (pagina 203)

7.13-Imaginemos, finalmente, para variar, uma associação de homens livres, que trabalham com meios de produção comunais, e despendem suas numerosas forças de trabalho individuais. (pagina 203)

7.14-Repetem-se aqui todas as determinações do trabalho de Robinson, só que de modo social em vez de individual. Todos os produtos de Robinson eram exclusivamente produto pessoal seu. (pagina 203 /204)

7.15-O modo dessa distribuição variará com a espécie particular do próprio organismo social de produção e o correspondente nível de desenvolvimento histórico dos produtores. (pagina 204)

7.16-Para uma sociedade de produtores de mercadorias, cuja relação social geral de produção consiste em relacionar-se com seus produtos como mercadorias. (pagina 204)

7.17-Nos modos de produção da velha Ásia e da Antiguidade etc., a transformação do produto em mercadoria, e, portanto, a existência dos homens como produtores de mercadorias, desempenha papel subordinado. (pagina 204)

7.18-ou como os judeus nos poros da sociedade polonesa. Aqueles antigos organismos sociais de produção são extraordinariamente mais simples e transparentes que o organismo burguês mas eles baseiam-se na imaturidade do homem individual. (pagina 204)

7.19-O reflexo religioso do mundo real somente pode desaparecer quando as circunstâncias cotidianas, da vida prática, representarem para os homens relações transparentes e racionais entre si e com a natureza. (pagina 205)

7.20-A figura do processo social da vida, isto é, do processo da produção material, apenas se desprenderá do seu místico véu nebuloso quando, como produto de homens livremente socializados. (pagina 205)

8-Fórmulas que não deixam lugar a dúvidas de que pertencem a uma formação social em que o processo de produção domina os homens, e ainda não o homem o processo de produção . (pagina 205)

8.1-Por isso, ela trata as formas pré-burguesas do organismo social de produção como os padres da Igreja as religiões pré-cristãs. (pagina 206)

8.2-Até que ponto uma parte dos economistas é enganada pelo fetichismo aderido ao mundo das mercadorias ou pela aparência objetiva das determinações sociais do trabalho demonstra, entre outras coisas, a disputa aborrecida e insípida sobre o papel da Natureza na formação do valor de troca. (pagina 207)

8.3-Como a forma mercadoria é a forma mais geral e menos desenvolvida da produção burguesa, razão por que aparece cedo, embora não da mesma maneira dominante e, portanto, característica como hoje em dia, seu caráter fetichista . (pagina 207)

8.4-“Valor (valor de troca) é propriedade das coisas, riqueza (valor de uso) do homem. Valor, nesse sentido, implica necessariamente troca, riqueza não.121 Riqueza (valor de uso) é um atributo do homem, valor um atributo das mercadorias. Um homem, ou uma comunidade, é rico; uma pérola ou um diamante, é valiosa. (...) Uma pérola ou um diamante tem valor como pérola ou diamante".122. (pagina 207)

8.5-“Ser um homem de boa aparência é uma dádiva das circunstâncias, mas saber ler e escrever provém da natureza.”.  (pagina 207)




Nesse momento em o capital concluímos que Marx apresenta a relação de valor, troca, preço, em relação ao lucro do capitalista, na exploração do trabalhador, que vende a sua força de trabalho a baixos preços.Também apresenta o reflexo que vai desaparecer com a mudança da sociedade, no caso da religião, mas essa não é a prioridade em O capital.  
            Ele fala da relação dos homens livres, e como as relações se transformaram, e como esses produtores de desenvolveram no decorrer da historia. Entendemos em Marx sim não apenas como alguém que queria entender o capitalismo, mas como um teórico que propôs uma mudança, nas bases sociais.   







































REFERENCIA:

Marx Karl. O CAPITAL. Editora Nova Cultural. 1996




























[1] Fichamento Elaborado como parte Avaliativa para Atividades Complementares.
2 Aluno do Curso de Licenciatura em História das Faculdades Integradas Ipiranga. Turma LHN02
3 Corrigido pela Professora : Maria Raimunda Martins Gonçalves.