sexta-feira, 13 de junho de 2014

Trabalho de: “Pratica Pedagógica”. Professora: Andrea da Silva Pastana. Turma LHN 02 (Faculdades Integradas Ipiranga).Resenha elaborada do livro: Ensino de História Fundamentos e Métodos.



RESENHA ELABORADA DO LIVRO: ENSINO DE HISTÓRIA FUNDAMENTOS E MÉTODOS[1]
AUTORA: CIRCE MARIA FERNANDES BITTENCOURT. ASSUNTO ENSINO DE HISTÓRIA, DOCENCIA EM FORMAÇÃO ENSINO MEDIO TEXTO: CONTEÚDOS E METODOS DE ENSINO DE HISTÓRIA: BREVE ABORDAGEM HISTÓRICA.  EDITORA CORTEZ. ANO DE PUBLICAÇÃO 2012. 4º EDIÇÃO.

                                                                        Sebastião Pereira Viana Júnior[2]
                                                                        Joel Dalmacio Souza [3]
                                                                        Diego Afonso da Silva Assunção[4]
                                                                               



01/05/2014

CONTEÚDOS E METODOS DE ENSINO DE HISTÓRIA: BREVE ABORDAGEM HISTÓRICA

“A história, enquanto disciplina escolar, possui uma longa história, permeada de conflitos e controvérsias na elaboração de seus conteúdos e métodos”



Escola: Grade Curricular
Escola de primeira letra ou escola primária
elementar  de 3 a 5 anos variava muito
Escola primaria complementar  (existia apenas
em  Alguns centros urbanos desenvolvidos)
Letras, contas e educação moral e cívica.
(história nos  últimos anos )

As praticas e métodos tradicionais devem ser abolidos, também devemos nos adequar ao novo tipo de aluno que veem surgindo, O autor aborda que a disciplina passou por muitas mudanças. Começou o debate sobre a mudança  no método do ensino de historia nos anos 80.  No meio a um poder institucional que manipulava o conteúdo de historia.
Passou a existir uma preocupação entre aluno e professores, buscando incorporar um conteúdo epistemológico na inserção da disciplina na cultura escolar. Parece que nos anos 80, foi fundamental para essa mudança na visão de uma nova metodologia, na abordagem da disciplina historia.
O autor alega que ele fez um recorte messe momento dos anos 80, para poder dar uma analise sobre o ensino de historia nos currículos. O esquema da grade curricular, era “escola primaria ou elementar”, ou “escola secundária”. Num primeiro momento, a disciplina história tinha os elementos; “Objetivo, conteúdo explícito e e,todos” .
Foi feito uma analise dos conteúdos para rever o ensino “tradicional”, a qual a disciplina história ficou com o estigma de que ela era uma matéria decorativa, e fazer memorização, era o método a se fazer. Tudo isso fazia da disciplina como se ela não tivesse algo a oferecer para o aluno, ficando um ensino muito superficial.

1.A HISTORIA NA ANTIGA ESCOLA PRIMARIA

“(...). O ensino de história sempre esteve presente nas escolas elementar ou escolas primarias brasileiras”. No entanto ela foi objeto de pouco estudo nessa década, depois a necessidade de aumentar a sua necessidade de influência fez com que  procura-se abordar uma historia nacional. E como instrumento pedagógico significativo na mentalidade de identidade nacional. “(...). Métodos e conteúdos foram sendo organizados e reelaborados a fim de atingir esse objetivo maior”

1.1. PÁTRIA, MORAL E CIVISMO NO ENSINO DE HISTÓRIA.

Existia toda uma preocupação com a formação de indivíduos baseadas no ensino tradicional ou era porque só se tinha conhecimento disso mesmo ou a superestrutura “estão e Igreja”,não estava interessada em abordar um novo tipo de ensino no Brasil. Ao mesmo tempo que estamos dizendo que eles desconheciam outras correntes, porque o processo escolar foi-se desenvolvendo para  o que é hoje por conta de estudos vindos de outras sociedades, a até por teorias criadas aqui mesmo, mas nesse momento a escola tinha como verdade esses estudos.
“Ler, escrever e contar” era essa as bases da escola primária ou primeiras letras tudo ocorrido depois do Brasil se tornar um estado independente. “(...) Os professores de escolas elementares deveriam, segundo os planos propostos em 1827, utilizar para o ensino de leitura e outros textos; A Constituição do império e  História do Brasil.”  O objetivo era motivar o senso moral com a aprendizagem e deveres com a pátria e seus governantes.
Esse tipo de ensino era chamado educação moral e cívica e que se estendeu desde o século XIX ao XX “(...) Os conteúdos passaram a ser elaborados para construir uma ideia de nação associada à de pátria, integrada como eixos indissolúveis”. Parece que a disciplina história nesse momento está preocupara em formar o cidadão patriótico não uma formação critica, estavam preocupado como o momento histórico do Brasil, de um ponto de vista positivista.
No império e na republico os programas não eram os mesmos, eram de 3 a 5 anos divididos em graus. “(...). Os estudos de história eram previstos apenas  para a ultima etapa do ensino, na escola primaria complementar”. O ensino de história ficou relegado a uma historia sagrada um ensino religioso mesmo depois da separação da igreja católica do estado.  “(...).As autoridades educacionais exigiam o ensino apenas de: Leitura e escrita noções gramática, princípios de aritmética, especialmente o sistema métrico, pesos e medidas e o ensino da doutrina religiosa. O ensino de historia sagrada fazia parte da doutrina religiosa e era mais difundida dos que historia profana”. 
            O conteúdo era baseado em santos de determinadas épocas que se tornaram mártires, visava passar para os alunos a ideia que o exemplo deixado deveria ser seguido, a influencia da igreja católica estava presente, mesmo na republica. (...) A narração da vida de santos e heróis profanos denominava –se história biográfica e era defendida pelos educadores da época como um “modelo pedagógico”, para as classes elementares”
            O trecho a cima remete a mentalidade de que o ensino no Brasil nunca foi uma preocupação das autoridades, e mesmo pelos professores que desconheciam outros métodos que não fosse relatas os grandes feitos de heróis bem positivista mesmo, naquela época  a escola tradicional acreditava seriamente que ensinar daquela forma era necessário e importante, não deixa de ser importante memorizar, mas não se pode ficar só nessa metodologia, tinha que procurar outras correntes teóricas.
            Na década de 80, como o procurou-se dar uma maior envergadura para a formação do cidadão não aquele ensino tradicional, mas para a aquisição da formação da cidadania política dos alunos, aumentar o numero de alfabetizados também era uma meta a se alcançar, em fim a escola estava despertando, par uma visão mais politizada ao cidadão.  
            O Brasil estava passando por mudanças, o direito a voto para alfabetizados, e as políticas educacionais estavam se desenvolvendo, isso fez com que a escola abrisse o seu campo para uma maior perspectiva e mais amplo que atendesse as pessoas. “(...). Para a maioria dos educadores que concordavam com a escolarização das classes populares, a História a se ensinada, desde o primeiro ano escolar”.
            Parece que os educadores, voltaram seus olhos para as classes menos favorecidas, não deixa de ser uma questão social, que se iniciava. E também a visão de que a história pode transformar as pessoas, para uma visão mais real e critica da sociedade em que vive.    
            Nesse momento o Brasil estava querendo se modernizar substituindo o trabalho escravo por trabalhos retribuídos financeiramente “Assalariados”. Claro que a mudança não foi organizada! No cotidiano das pessoas, cada virava-se como podia o principal objetivo de estado, era: “(...). Chegar ao progresso seguindo os parâmetros europeus”.
            “(...). O conceito de cidadania servia para situar cada individuo em seu lugar na sociedade: cabia ao político cuidar da política, e ao trabalhador comum restava o direito de votar e trabalhar, dentro da ordem institucional”. Parece que os feitos dos grandes homens, foram retratados na escola, a alienação se dava por conta da teoria positivista de abordar a história. Segundo Eric Hobsbawn é as “tradições inventadas”, que o Brasil mediocremente seguia o modelo europeu.
            A função da disciplina história nesse momento era formar o “individuo  patriota”, ensinar as tradições nacionais. Afonso Celso sintetizou uma outra perspectiva para a história que não fosse o patriotismo sego e bitolado. Com a base em abordar alguns aspectos do cotidianos popular, e uma moral sem preconceito.
            Esse projeto de ensino de homogeneização n]ao foi bem recebido por educadores e historiadores, que não aceitaram uma história que não fosse retratasse a elite branca. Manuel Bonfim tentou introduzir a história da America, anarquistas  criaram escolar de educação popular para os setores da classe trabalhadora.
            Foram dois movimentos em prol de uma visão de fazer mais próximos das grandes massas, sair daquela visão que colocava os brancos e a elite na história como se só eles fossem importantes. Ao anarquistas lideraram os primeiros movimentos da primeira década do século passado, e os movimentos operários por direitos trabalhistas.Com a explosão da 1º guerra mundial, grupos de intelectuais  questionaram essa tal “civilização europeia”, que a maioria dos europeus procuravam impor ao resto do mundo.
            No meio rural, existia escolas que eram diversificadas, primárias, publicas que eram cada vez mais controlada pelo poder do estado, existia ai um confronto entre essas ideologias referente a escola. Lembrando que o movimento anarquista de criar escolar e minisstar as aulas diferente das ideologias alienadora do estado foram fechadas, e vale lembrar que educadores e historiadores concordavam com a formação do individuo patriota que era o positivismo.    
            O Ministério da Educação nesse momento foi se organizando de forma centralizada, e de forma rígida e gerais. Tiradentes foi consolidado como herói nacional? Isso mesmo aquele que tem relatos que bebia de cair nas calçadas, de amanhecer na sarjeta em consequência do álcool. E as comemorações de 7 de Setembro também são relevadas como parte integrante do ensino ao patriotismo nacional aos alunos.

1.2. A “MEMORIZAÇÃO” NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM.

“(...). Aprender História significava saber de cor nomes e fatos com suas datas, repetindo exatamente o que estava escrito no livro ou copiando nos cadernos” . Acreditava-se que a memorização era a metodologia significante para o aluno desenvolver um bom aprendizado, curiosamente ainda se faz isso nas escolas de hoje , nos métodos de alguns “professores tradicionais”.
Parece que o catecismo estava presente acreditava-se que por meio do castigo que era a palmatória seria o método mais eficaz, de aprendizagem, reproduzir do texto, escrever exatamente como estava no livro era as atividades propostas por essa metodologia, p sistema era baseado em castigos físico a  integridade da criança.

Esquema:
Livro didático Modelo
Método Catecismo
Reproduzir e memorizar
Palmatória  e férula

Essa memorização era o principal processo de aprendizagem, e exigida como sucesso escolar, e criava-se o método e exercício  de memorização O educador Ernest  Lavisse formulou um novo9 tipo de metodologia na França, com métodos de colocar imagem para que o aluno  faça a chamada “memorização histórica”isso na escola primaria francesa percebemos que o modelo brasileiro provem da Europa, essa ideia de copiar, parece ser um equivoco, será que estamos certos?
Esse método estava mais voltado para a decoração de nomes dos grandes heróis nacionais, também as escolas se reuniam, com os chefes nacionais, com grandes festas, os presidentes eram exaltados, a didática consistia em memorização, decoração, dos fatos nacionais. Parece que só se falava bem desse pais que era atolado em corrupção, e em uma história verdadeiramente terrível, o que dar se a entender nesse momento que isso era camuflado do aluno.
  Graças a deus ou alá, tupã ou seja qual for a entidade verdadeira,  que houve critica a esse modelo, e sugeria que o aluno participasse mais  ativamente e intelectualmente do processo educativo. Jonathas Serrano propôs uma nova metodologia no ensino  de historia em que o professor, seria melhor preparado para ministrar aulas, e que ele pudesse escolher o conteúdo que atraísse a atenção dos alunos, e a implementação de mapas e figuras, mas não descartaria os grandes heróis desse país.   
            Memorização mecânica e memorização consciente: O autor coloca que memorizar como forma de obrigação para fugir do castigo, da palmatória vai de contra o desenvolvimento da criança, também de que a memorização consciente se fá por uma razão necessidade particular e critica, como forma de aprender na vida. A critica a memorização mecânica deve ser consciente, fazer  e da alternativas para por em pratica.   
            Temos que ter o cuidado com o ANACRONISMO, na metodologia de memorização, quando você estipula uma data,  você está determinando aquilo como se fosse certo daquela data, e muitos fatos não dependem só das datas, ela passa por um período de transformações. No Brasil, nos  caracterizamos pela cultura oral que era a base no Brasil na época dos senhores de escravos,  escravos etc. Todos vivendo numa sociedade complexa. Parece que o autor faz uma critica a memorização, mas não descarta que é uma metodologia, que depende da capacidade de cada aluno, uns tem mais outros menos, mas não pode ser usado como ameaça, e castigos, por um ensino mais envolvedor aos alunos e um método mais humano, para o aluno.
            Existia uma cultura oral que era transmitido na África por exemplo, Nas fazendas para fazer crianças dormir etc, as mais variadas formas de cultura oral AGRAFADA. Até na igreja o Púlpito era lugar de repetição da oralidade. “(...). A instituição escolar  nasceu para propor uma nova forma de comunicação, o conhecimento pela escrita”. Não podemos alegar que a escola veio para dar fim nessa cultura oral na sociedade, até porque ela não deixa de ser importante, mas ela veio para propor essa nova modalidade, não descartando as mídias atuais entre outras, algumas foram sendo ultrapassadas, até a metodologia de memorização foi superado.
           
1.3.ESTUDOS SOCIAIS E OS “METODOS ATIVOS”

Nos anos 30, cogitou-se uma disciplina de estudos sociais em substituição a historia e geografia, parece que nos estamos vivendo na época da ditadura militar. Parece que essa corrente baseava-se nos estudos de que o individuo deveria inserir-se a sua sociedade e era com base da psicologia cognitiva  (de Piaget). E se aperfeiçoou nos anos 50.
Procurava abordar os temas na faixa etária de acordo com a idade do aluno, a partir dos 8 anos acreditava-se que a criança teria  condições psicológicas para a vida escolar. Houve um experimento em todo o sistema de ensino, em escolas experimentais, ou vocacionais, e até na ditadura até para tirar as disciplinas que poderia ir contra o domínio deles, causando assim mais uma estratégia daquele regime.
            A metodologia de tornar o homem mais patriota, já não bastava mais aos olhos dos educadores, as series iniciais corresponde ao atual ensino médio, é bom lembrar que o momento histórico, e no momento vivíamos num mundo difícil, “(...). os estudos sociais poderiam atender aos problemas da sociedade moderna e ajudar a enfrentar seus riscos por serem constituído de diferente materiais”. A disciplina estava preocupada com o cotidiano das pessoas que era muito corrido, era uma preocupação para a formação das pessoas na sociedade.

Matérias provinham da:
Geografia Humana
Sociologia
Economia
História
Antropologia Cultural

Essas matérias se misturaram para construir as ciências sociais; “(...). Elas se integravam para explicar o mundo capitalista organizado segundo o regime democrático norte americano” . Nessa corrente é preciso ver que tipo de condição a educação está sugerindo, para o individuo quando se sugere o regime capitalista devemos entender que essa tendência sugere uma mentalidade aos moldes do capitalismo selvagem,   (individualismo, competitividade).
 A crítica que eles sugere nesse sistema não é de oposição, mas que favoreça o sistema, acreditando que ele é maravilhoso. Para a maioria dos autores,a idade de 9 anos era a mais adequada para  iniciar os estudos de história a preocupação era a formação do individuo no sistema capitalista.   

2. ENSINO DE HISTÓRIA NO SECUNDÁRIO

O colégio Pedro II, a escola secundária publica modelar criado pelo governo imperial em 1837. Ela sofreu bastante transformações no século XIX, embora ainda a finalidade fundamental estivesse associada a constituição de identidades nacionais. Até o nome da escola sugeria uma visão positivista pegaram o nome  imperador, e nem lembraram nome de índios que morreram ou de mestiços no Brasil.

2.1.A HISTÓRIA E O CURRICULO HUMANISTICO

            “(...). O secundário foi criado para atender à formação dos setores da elite”. Também surgiram as escolas privadas. Escolas religiosas de origem europeia para meninos e meninas, que era bastante amplo com externato e internato no século XIX e XX, na década de 50 ela sofreu grande concorrência da escola publica com o advento da classe média. O currículo era o humanístico clássico.
“(...). servia para que o jovem secundarista fizesse citações e usasse expressões características de um grupo social  do povo iletrado”. O colégio Pedro II baseava-se no modelo Frances de abordar a história que era nos gregos e romanos predominava o estudo da história geral que era profana.

Idade Media
Idade Moderna
História contemporânea
História profana
O ensino de história se separava do religioso

Foram parte do estudo na época do império, e o ensino secundário não era obrigado para ingressar no ensino superior. Historiadores no século XIX apresentaram as bases para o ensino de história divididos em períodos definidos pela ação política.

A Descoberta do Brasil
O nascimento da nação que era notadamente branca, europeia e cristã foi constituído no período da colonização
A independência e o estado Monárquico

Era baseado na ótica europeia e acreditavam que o Brasil tinha que ser integrado ao mundo seguindo a matriz do berço europeu

2.2. A HISTÓRIA E O CORRICULO CIENTIFICO
No fim do século XIX o estudo humanístico foi criticado por grupos interessados em mudar a configuração do ensino e consequentemente a economia do país, esses grupos deveriam estar ligados a uma elite interessada na indústria. O objetivo agora era preparar o cidadão para o mundo capitalista, e mais uma vez o aparelho educação foi acionado eles queriam fazer no Brasil o mesmo que estava acontecendo na Europa e nos EUA, queriam implementar nas escolas a :

Matemática
Física
Química
História natural ou biológica

Era voltada para a configuração de um tipo de elite, foi feito de forma mais organizada e compuseram um novo currículo: Currículo cientifico. A história foi inserida, sem maiores problemas, foi a história da civilização com os quatro grandes períodos  e separada definitivamente da história  sagrada”(...). Os pressupostos iluministas foram os vencedores de uma concepção de história da humanidade”.mas vale lembrar que a cronologia criada pelos homens brancos.
O objetivo da história era formar o cidadão patriótico, que era o possuidor do direito ao voto. Também era voltado para a formação da elite que eles se preparavam para conduzir o país a um status mais elevado no globo. A disciplina história continua como ensino complementar tentaram introduzir a história da America para fazer uma nova mentalidade latina americana, mas a tentativa fracassou.
A mentalidade era de que a História do Brasil começou na Europa, o “berço da nação”, tanto que a história do Brasil começou em Portugal. “(...). O povo brasileiro constituído de mestiços negros e índios continuava alijada da memória histórica escolar”
Lei Nº  4.244 de 1942. Gustavo Capanema tornou  mais presente com carga  horária aumentada e a história da America passou a ser dedicada.Basicamente ficou definido que a classe média era especificamente qualificada para a ser suficiente o curso ginasial para  elite o curso colegial que conduzia grupos selecionados a curso superior.
“(...) A historia nesse contexto tinha por objetivo apresentar  e difundir elementos que forma a trama da  história por meio de fatos políticos econômicos , e sociais, religiosos,literários,artísticos,científicos, enfim, os fatos culturais e de civilização ; ou seja servia para a formação de uma cultura geral erudita”.
Nas décadas de 50 e 60 professores criticaram essa base de ensino, e que era formado por base em ensino de pesquisa, surgiram criticas contra a autonomia intelectual e contra o domínio de setores empresariais pelas política desenvolvimentista, que visavam o crescimento industrial.”(...) À parte   desse formação intelectual via-se necessária a formação do cidadão político, a qual diferentemente de períodos aliasse a conhecimentos da história política à história econômica...”
            A disciplina ainda teve que competir com conteúdos dogmáticos como da disciplina Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil. (O que é Dogmatismo: Dogmatismo é a tendência de um indivíduo, de afirmar ou crer em algo como verdadeiro e indiscutível). Era isso que essas disciplinas pregavam, algo como se fosse verdade absoluta, do Brasil e da nossa história.
No primeiro grau, passou a ser passado um conteúdo ligeiramente dogmático, no segundo grau não houve mudança significativa na carga não substituiu o conteúdo erudito e enciclopédico. Por conta dos professores houve resistência em abordar um conteúdo que não fosse voltado para as elites, o objetivo era voltar o ensino para uma visão mais social amplo em luta por direitos de cidadania. Mas é bom lembrar que os professores da época resistiram a essa perspectiva de mudança.  

2.3. MUDANÇAS E PERMANANCIAS NOS METODOS DA HISTÓRIA ESCOLAR

 
A disciplina história até então ministrada com  métodos de memorização aos poucos is se transformando para uma tendência cognitiva de ensino, no método da cognição “inteligência”. Acredito que o objetivo era desenvolver a cognição do aluno.
O método Mnemônico prevalecia na disciplina. ( O que é Mnemônico:Mnemônico é um conjunto de técnicas utilizadas para auxiliar o processo de memorização. Consiste na elaboração de suportes como os esquemas, gráficos, símbolos, palavras ou frases relacionadas com o assunto que se pretende memorizar). Por exemplo, no século XIX a preocupação era aperfeiçoar essa técnica.Teve a história cronológica na técnica “método Zaba” que utilizada mapas para facilitar a memorização dos alunos.
“(...). de maneira geral, mo Colégio Pedro II e nas escolas publicas, o ensino centrava-se nas preleções dos professores e nas leituras dos livros que norteavam os alunos para responderem aos questionários que seriam repetidos em arguições orais ou nas provas escritas.”. Percebemos nesse trecho que o método é tradicional, moeu frequente até mesmo na atualidade, não ficando uma coisa do passado ainda se emprega esse método, outros métodos surgiram mas todos incitada a memorização e repetição, parece que ainda era da mentalidade, mas com resquícios na atualidade sobre esses métodos.
As disciplinas como química física matemática, não sofreram alteração com ma implementação do currículo cientifico, poderíamos esperar mais da disciplina história e de seus mestres que continuavam no método arcaico de memorização, nesse momento a tão sonhada mudança ainda não estaria por vir, pois os livros didático vinham cada vez mais  ensinando ao professor como ensinar o aluno a memorizar. “(...). passando os livros didáticos, cada vez mais,a indicar os rumos da aula, a maneira “correta” de o professor  dar aula”.
Nos anos 30 do século XX ainda se cogitava uma mudança, mas a escola tradicional persistia, as técnicas propostas com mostrar filmes fazer excursão, ainda não era uma realidade, os alunos ficaram relegados a fazer prova e pegou o chavão, quem não cola não sai da escola.A disciplina se faz pressente nos cursos preparatórios  para os vestibulares, o objetivo do aluno era dominar os conteúdos para se aprovado na universidade e faculdades.
Nos anos 50, o conteúdo provinha dos norte americanos e objetivava o ensino das elites, e consequentemente para  mão de obra a serviço dos meios de produção do capitalismo, novamente o capitalismo   aciona a educação para moldar aquela sociedade em prol dos seus meios de produção, já nesse contexto percebemos que até aqui a educação de fato nunca foi pensada como algo “libertadora das massas” . Nos anos 40 e 50 por intermédio de publicação de artigos em revistas, vários pensadores queriam a neutralidade do professor. “(...). A constante solicitação da postura neutra do professor evidencia, paradoxalmente, o caráter político da disciplina”.
Segundo Dewey, o que a historia tem feito até hoje a não ser treinar para técnicas de memorização, e alijar as massas da historia e exaltar os grandes heróis, ele dá uma nova visão para a historia : “(...). o desenvolvimento de outros aspectos da inteligência, tais como o raciocínio, imaginação construtiva, julgamento critico etc.”. O autor diz que essa proposta coloca o professor fora de debates ideológicos, mas lembra o que a disciplina representou no passado uma disciplina que alienava o aluno, e não fazia oposição a democracia neo liberal fazendo acreditar-se que está tudo certo, ao fazer isso ela faz ferrenha oposição aos princípios do comunismo e do socialismo, que nessa época estava rodando o mundo, mas o Brasil mantinha-se alienada até por intermédio de seus professores que aceitavam o que o governo impunha uma educação conservadora neoliberal burguês.
Depois começou o debate para a proposta de renovação de técnicas que utilizassem vários materiais didático e não ficasse preso ao livro didático parece que começava uma certa liberdade aos professor de escolher o que fazer de melhor para o aluno, entre eles “(...).estudos dirigidos, jogos de memorização, trabalhos em grupos para produção de textos, sem favorecer debates orais” . Quando se iniciava uma interação maior com o aluno a ditadura vai acreditar que são técnicas subversivas, e fechar essas escolas e caçar professores voltando à alienação o Brasil, dessa vez por intermédio do governo dos militares.  


[1] Resenha elaborada como parte Avaliativa para o TCC.
[2] Alunos do curso de licenciatura  em História da Faculdades Integradas  Ipiranga, turma LHN02
3 Professora: Andrea da Silva Pastana