segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Trabalho de: "Gestão de Sala de Aula I" Professora: Fátima de Nazaré Pantoja Rezende. Turma LHN 02 (Faculdades Integradas Ipiranga). Elaborar um texto a partir da apostila: Relações interpessoais em sala de aula e desenvolvimento pessoal de aluno e professor. Laurinda Ramalho de Almeida e Vera Maria de Souza Placco.





10/09/2013








Faculdades Integradas Ipiranga
Gestão de Sala de Aula 
Professora: Fátima de Nazaré Pantoja Rezende 
LHN 02

Alunos:
Sebastião Pereira Viana Júnior
Egildo Modesto da Costa






Elaborar um texto a partir da apostila: Relações interpessoais em sala de aula e desenvolvimento pessoal de aluno e professor.
                                                                                  Laurinda Ramalho de Almeida
                                                                                  Vera Maria de Souza Placco






“Hoje mais do que  nunca professores e alunos querem ser ouvidos, compreendidos, considerados –querem uma relação de pessoa para pessoa”






Segue texto:

O investimento nas relações interpessoais com os alunos, melhora a qualidade do ensino, e a convivência com os alunos em sociedade é uma realidade que o professor não pode fechar os olhos. É preciso revermos essa relação na sala de aula, que não pode ser apenas mecânica e técnica “com os aparatos didático”. Ou vista apenas de uma ótica de relação profissional. Ha muito mais por trás, nessa sala de aula; Existe uma relação humana e que tem que ser entendida por ambas as parte.  Que é a de aluno-professor e aluno-aluno.
Busca-se a relação de aprendizagem da criança, do adolescente “aluno”, com base nos teóricos do desenvolvimento das crianças e suas complexidades, na relação aluno e conhecimento e sua relação com os professores. “Essas ao mesmo tempo pessoais /interpessoais e sociais, tem em sua origem a preocupação pedagógica e educativa (trecho da pagina 8)”
         Nessa relação os dois personagem do contexto educacional vão encontrar significados culturais, de um lado o aluno aprende, e convive com coisas, assuntos, um dilema novo para si, aprende e se torna um ser dessa sociedade, o homem é um ser cultural (Vygostky). O professor pode ajudar nesse processo mostrando os caminhos certos a seguir na sociedade.
         É preciso pensar, em 1º caso na preparação teórica que o docente pode ter, para por em pratica, elaboração de projetos, provas, todo o aparato que faz parte de um contexto acadêmico para por em pratica nas escolas. Em 2º lugar, vêem a convivência às crenças aquilo que o aluno vai aprender, com os outros, e o respeito ao direito das outras pessoas. Encontraremos  relações difíceis por exemplo na diferenciação das classes, da sexualidade, religião. Conceitos que envolve-nos e a qual estamos cheio deles, pois é ultrapassado pensar  que o professor é o centro, como se pensa nas escolas tradicionais, esse conceito tem que mudar, tem que haver uma relação humana entre as partes .
         “No entanto, na pratica em sala de aula, no cotidiano da escola, as ações pedagógicas e a as relações professor-aluno são concretizadas muitas vezes de forma fragmentada e não sincrônica (trecho da pagina 9)”. Apesar da possível relação dicotômica, não é possível que nela aja uma total separação, porque cada uma das partes vão se deparar com o outro e com isso aprender coisas, convivências, se solidarizar com os problemas dos outros, é o que pode acontece em sala de aula.
         O homem é um ser cultural, acredito realmente que o homem sofre influencia cultural e se forma a partir daquilo que ele convive, acredito no Vygotsky. Nesse contexto vai haver um choque entre alunos, cada um  com o seu mundo  cultural que já vêem de casa, da rua, da TV etc. Cada um vai colocar o seu modo  de ver o mundo a sua formação, aquilo que ele realmente acredita, pelo menos até ele entrar em contato com outros assuntos.
         Vai haver em sala de aula um contexto sócio cultural, muito grande que vão interagir entre si, conviver, se realizar como pessoa. Conhecer o outro e fazer parte desse mundo, ele vai interagir com outras pessoas, vai trocar traços culturais, com eles (crenças, valores, conhecimentos etc.). Que vão ter repercussão significativa em seu desenvolvimento. Nesse contexto social percebemos que há um processo  de formação entre as partes,   em que as informações, se transformam em conhecimento.
         As habilidades ao se relacionar, são eminentes, com essa relação entre as pessoas, ao longo da vida, se aprende coisas novas, então é um conhecimento que o professor não aprende, em faculdade, mais já vêem desde a sua formação como pessoa é parte integrante da sociedade. Existe uma mudança nessas relações, que as pessoas, sofrem, “ninguém sai igual (pagina 11)”. Ao conhecer costumes, e modo de viver de outras pessoas. O aluno começa a perceber o mundo a sua volta, e com sua inteligência (cognição), ele vai criar mecanismos que possibilitarão a sua convivência com as outras pessoas. Ele vai conhecendo o seu eu para conhecer o mundo a sua volta. O aluno conhece a si mesmo depois aquilo que vêem de fora, as crenças, a religião a cultura em si.
Vai existir uma relação de amizade entre as partes do contexto escolar, vão acontecer anseios, desejos, e acontecimentos nesses eventos, envolvendo as pessoas, concretas em sua totalidade. Estabelecendo em cada uma marcas indeléveis; E criam-se significados pessoais e culturais, que possibilitam a estruturação de si e do outro.
Parece que a sincronicidade, está mais voltada para a possibilidade de o professor dar esse ponta pé inicial, e ele como profissional que tem a responsabilidade, de fazer funcionar esse mecanismo. Mesmo assim, nesse processo, é possível que aja interferência, basta que parta de um dos pólos, (professor ou alunos). A base para a  mudança está na reflexão sobre a própria pratica docente, do professor e nas relações pedagógicas, que englobam; “é necessário que o professor esteja atento as demandas explicitadas- ou implícitas – que os alunos expressam na relação a suas necessidades cognitivas, afetivas ou sociais...(pagina12)”.
O professor não deve criticar; O ser diferente das crianças, ele deve aprender a respeitar, e conviver com o outro. Vai se estabelecer uma relação social em que o aluno vai interagir com o mundo novo, que é a sala de aula. Que vai haver diversos casos em sua convivência, outras cultura, que vão entrar de frente com a dele, e ele vai interagindo e isso garante a convivência cultural desse aluno.
          O professor é o mediador, nessa relação, apesar de acontecer que cada um apresente um traço cultural, que são políticos-humanos-interacionais; E técnicas presentes na sincronicidade, sem que aja a possibilidade dela ser quebrada, pode ocorrer, de haver conflitos em sala de aula, em partes que por alguma razão, queriam impor a sua forma de pensar! “Em que medida o educador tem a consciência da presença simultânea das três dimensões?...(pagina 14)”. Sem uma consciência  Critica, sobre esse contexto, uma boa aula não é possível,sem  um ambiente sadio fica difícil.
         A sincronicidade, é importante para manter a harmonia entre as partes, isso tem que ser uma consciência do professor: “ Pelas relações com seus alunos, o professor expressa seu conhecimento e seu compromisso com o desenvolvimento emocional e cognitivo deles...(pagins15)”. Espera-se que o professor seja esse intermediador e que saiba manter o controle em sala de aula.
         O professor tem que estar atento para a diversidade da sala; Não é fácil, mas ele deve estar munido de conceitos teóricos, e a cima de tudo morais para conduzir a turma a um futuro melhor, cobra-se ética do professor, temos que ter ética!
         O processo de mudança  nas relações interpessoais, não é fácil, pode ocorrer resistência entre eles, isso pode se estabelecer também em ralação ao trabalho do professor: “A busca de justificativa para que o trabalho fique como está, a não percepção de ocorrências da pratica e da necessidade de mudança a serem introduzidos nessa pratica, são processos da alienação..(pagina 16)”. O professor pode ter o conhecimento, mas ele pode se omitir, não só o professor, mas o aluno também, por não exigir uma melhor condição na relação! E vocês estão aqui para aprender, e mudar, ou vão querer ser alienados?
         “Os professores não podem perder de vista a tarefa de formação de um ser humano critico e capaz de intervenção na realidade...(pagina 16)”. O professor não pode perder de vista o seu trabalho, a sua própria formação critica, para lhe dar com o contexto sala de aula, para que ele possa de fato chegar a tão sonhada formação do ser critico ao seu docente. É necessário que o educador, saiba que a sala de aula é lugar em que ele vai conhecer o aluno, para que ele possa estabelecer a sua função de educador.
         As relações pessoais e relações pedagógicas foram debatidas aqui, para que fosse parte do contexto da sala acadêmica para ser uma extensão para a sala de aula, a convivência do trabalho do professor não é das mais fáceis. Ele elabora, prepara-se, corrige, convive com uma complexa camada social, grande parte dela empobrecida, Por isso uma relação já ameaçada pelas desigualdades sociais. Não podemos negar que isso prejudica as relações, e o trabalho pedagógico, e o desgaste que ocorre ao longo do cansativo trabalho do professor. Ele tem que fazer uma pratica pedagógica em sintonia coma realidade da sociedade, em que vive.
 O trabalho, ínsita ao professor, que acredite nas relações com os alunos, e não  fique somente naquela relação fria de profissionais. Outra coisa imprescindível entre as pessoas, é a afetividade ela vai existir de qualquer forma, o professor tem que usar esse mecanismo a seu favor, e explorar essa condição, para que a aula  e a relação se torne mais humana .