quarta-feira, 5 de março de 2014

O que é ser um Professor? Seus Métodos e sua Linha Ideológica






(OBS): (Erro);No Blog aparece como se eu fosse professor; Na verdade ainda sou estudante de História.



O que vêem, a ser um professor tradicional? Segundo os estudos feitos, na faculdade, podemos entender que o professor tradicional, é aquele que vêem dotado de valores de uma escola que impunha métodos, quem vêem do que se pensava ser a educação ideal para  as pessoas. O behaviorismo, o positivismo, métodos de repetição;  decoreba, castigos, chamar de burro e ficar no canto com orelha de burro etc.
São os resquícios de uma escola, e de uma cultura tradicional, que acreditava-se ser métodos eficazes para a aprendizagem humana. Então o professor se apropriou desses valores, até porque ele mesmo fez parte desse sistema de linha dura, contra os estudantes, o respeito à ordem fazem parte dessa linha de conduta que o professor tradicional fazia parte.
 Ainda podemos encontrar um problema na elaboração do material didático, que vêem sempre contando a historia da humanidade, a partir do europeu, “eurocentrismo”. É correto acreditar, que eles eram os povos que merecem destaque mais do que o próprio Brasil na historia.  E de outros povos países que eram potencias como a China por exemplo. A nossa historia mostra realmente como é cruel a historia da humanidade desde as cavernas, guerras, destruição, egoísmo,  extermínio etc.
  Ele deve confiar nos conteúdos do livro didático? Esse como dito a cima vêem com visões e idéias, muito voltadas para  o lado do mais forte na historia, quem dominou! Quem descobriu! Quem foi rei rainha, o rei . Parece que a historia dos livros realmente é positivista. A escola dos Annales; Ao fazermos um  recorte da historia ela faz com que a historia perca o sentido, pois  fica muito fragmentada.   
         O professor realmente e livre para fazer o que quer? Como ele pode conviver com um sistema com herança tradicionalista, e uma sociedade capitalista, que não dá chance para o profissional abordar o que a historia, em vista de um sistema que exige, que o conteúdo seja posto em pratica, e ao mesmo tempo ele é vigiado, pela direção e técnicos das escolas.     
         Ser tradicional é fazer o que a escola quer, com  os livros didáticos que impõem uma certa visão da historia? Então se for isso! Parece que estamos longe de fugir de uma realidade imposta por uma cultura, que acredita, que a classe dominante realmente foi o grande motor na historia. Como fugir da tradição nas metodologias escolar? Que corrente teórica seguir? Qual a mais justa? Será a marxista, em que aborda a nossa classe. Será que nos teremos a possibilidade de mostrar realmente  ao aluno que ele  faz parte de uma sociedade dividida em classes sociais, porque é isso que faz parte da realidade deles.
          Será que nesses livros didático positivistas, de reis e heróis, nos teremos a chance se mostrar para o aluno onde ele está na pirâmide social. “A historia de todas as Sociedades até hoje tem sido a historia das lutas de classes; Karl Marx”. O professor tem que escolher,  o que ele quer, o marxismo me parece ser o mais justo a qual um professor pode seguir, porque ele bate com a ordem a qual a sociedade está sendo regida hoje, que é a ordem “burguesa” segundo Eric Hobsbawm .   
         Você tem que se decidir, ou é a favor da classe que dominante, ou faz oposição a ela. Alguns professores dizem que até o marxismo já está sendo visto como ultrapassado, acredito que essas pessoas não vêem na sociedade, a sua posição na pirâmide social, ou não se incomoda com isso.
         Muitas duvidas pairam na cabeça do estudante, é verdade sobre como ele deve conduzir as suas aulas, que tipo de aluno formar, se é possível fazer isso, num primeiro momento ele se depara com ideias, teorias, correntes teóricas etc. Depois ele percebe que em alguns momentos ele não pode fazer isso; Não pode fazer aquilo! Que lugar complexo! Depois tem a linha que a escola segue, logo ele não pode fazer o que quer. E agora.  Isso tudo nos leva a crer que a profissão de professor, ainda está se construindo e a valorização do profissional ainda é um sonho, perante a sociedade e o estado e as instituições.





Sebastião Pereira Viana Júnior
juniorcomunista@yahoo.com.br
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