sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Prezados segue Charge de Júnior Comunista


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Resumo A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo Entregue nas "Faculdades Integradas Ipiranga". Como horas complementares. Curso: Licenciatura em História. Turma LHN02. Aluno: Sebastião Pereira Viana Júnior.




                                                                                                                                     
RESUMO:  A  ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO[1]
FASCÍCULO DA FACULDADE IPIRANGA –PROGRAMA DE LICENCIATURAS INTEGRADAS – EIXO DE FORMAÇÃO COMUM,  Belém, PA, 2014. CAPÍTULOS: I Filiação Religiosa e Estratificação Social; II  O Espírito do Capitalismo. Autor: Max Weber. Editora. Elaborado de 25/09/2014 a 00/09/2014.

Sebastião Pereira Viana Júnior[2]





A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo



No presente resumo Weber nos dá uma amostra do que foi a mudança de comportamento segundo os parâmetros RELIGIOSOS, e CAPITALISTA. O comportamento de países protestantes, fez com que essas nações dessem um salto de seu desenvolvimento capitalista, enquanto os católicos foram, ultrapassados.
Ele nos mostra a filiação religiosa e a estratificação social como sendo mazelas da sociedade capitalista a religião funciona como uma empresa,ela segue uma hierarquia. Em o Espírito do Capitalismo, eles nos mostra um protestante sedento por lucro, enquanto o católico vivia uma vida mais comportada, o protestante incorporou esse espírito capitalista.   



I
Filiação Religiosa e Estratificação Social



Uma simples olhada nas estatísticas ocupacionais de qualquer país de composição religiosa mista mostrará, com notável frequência, uma situação que muitas vezes provocou discussões na imprensa e literatura católicas e nos congressos católicos, principalmente na Alemanha: o fato que os homens de negócios e donos do capital, assim como os trabalhadores mais especializados e o pessoal mais habilitado técnica e comercialmente das modernas empresas é predominantemente protestante.
            Este fato não se verifica apenas onde a diferença de religião coincide com uma nacionalidade, e portanto com seu desenvolvimento cultural, como no caso da Alemanha oriental e da Polônia. Observamos a mesma coisa onde se fez levantamentos de filiação religiosa, por onde quer que o capitalismo, na época de sua grande expansão, pôde alterar a distribuição social conforme suas necessidades e determinar a estrutura ocupacional. Quanto maior foi a liberdade de ação, mais claro o efeito apontado.
É bem verdade que a maior participação relativa dos Protestantes na propriedade do capital, na direção e nas esferas mais altas das modernas empresas comerciais e industriais pode em parte ser explicada pelas circunstâncias históricas oriundas de um passado distante, nas quais a filiação religiosa não poderia ser apontada como causa de condição econômica, mas até certo ponto parece ser resultado daquela.
            Os resultados de tais circunstâncias favorecem os protestantes, até hoje, na sua labuta pela existência econômica. Surge assim a indagação histórica: porque os lugares de maior desenvolvimento econômico foram, ao mesmo tempo, particularmente propícios a uma revolução dentro da Igreja? A resposta não é tão simples como se poderia pensar.
Além disso há algo especialmente importante: pode ser, como já foi aventado, que a maior participação dos protestantes nas posições de proprietário e de dirigente na moderna vida econômica seja entendida hoje, pelo menos em parte, simplesmente como resultado da maior riqueza material herdada por eles. Contudo, há certos fenômenos que não podem ser explicados por esse caminho. Só para citar alguns, há uma grande diferença perceptível, em Baden, na Baviera e na Hungria, no tipo de educação superior que católicos e protestantes proporcionam a seus filhos. O fato de a porcentagem de católicos entre os estudantes e os formados nas instituições de ensino superior ser proporcionalmente inferior à população total, pode, certamente, ser largamente explicado em termos de riqueza herdada. Porém, entre os próprios formados católicos, a porcentagem dos que receberam formação em instituições que preparam especialmente para os estudos técnicos e ocupações comerciais e industriais, e em geral para a vida de negócios de classe média, é muito inferior à dos protestantes. Por sua vez, os católicos preferem o tipo de aprendizagem oferecido pelos ginásios humanísticos. Essa é uma circunstância à qual não se aplica a explicação acima apontada, mas que, ao contrário, é uma das razões do pequeno engajamento dos católicos nas empresas capitalistas.
            Mais notável ainda é um fato que explica parcialmente a menor proporção de católicos entre os trabalhadores especializados na moderna indústria. Sabe se que as fábricas arregimentaram boa parte de sua mão de obra especializada entre os jovens artesãos; contudo, isso é muito mais verdadeiro para os diaristas protestantes que para os católicos.
            A menor participação dos católicos na moderna vida de negócios da Alemanha é tão notável justamente porque contraria a tendência observada em todos os tempos,” até
mesmo no presente.
            Um escritor contemporânea tentou definir a diferença de atitudes diante da vida econômica da seguinte maneira: “O católico é mais quieto, tem menor impulso aquisitivo; prefere uma vida a mais segura possível, mesmo tendo menores rendimentos, a uma vida mais excitante e cheia de riscos, mesmo que esta possa lhe propiciar a oportunidade de ganhar honrarias e riquezas. Diz o provérbio, jocosamente: “Coma ou durma bem”. Neste caso, o protestante prefere comer bem, e o católico, dormir sossegado”.
            De fato, esse desejo de “comer bem” pode ser encarado como uma caracterização correta, embora incompleta, da motivação de muitos dos protestantes da Alemanha atual. Mas as coisa nem sempre foram assim: os puritanos ingleses, americanos e holandeses tinham a característica exatamente oposta à alegria de viver, um fato que é, como veremos, da maior importância para o nosso estudo. Além disso, os protestantes franceses, entre outros, conservaram e ainda conservam, em certa medida até hoje, as características das igrejas calvinistas de todos os países, especialmente as sob a cruz do tempo das guerras religiosas.
            Não obstante, tais características foram (ou talvez tenham sido até as causas, como indagaremos mais adiante) sabidamente um dos mais importantes fatores de desenvolvimento do capitalismo e da indústria na França,. (...). Ambos diferem de modo semelhante da tendência religiosa predominante em seus respectivos países. Os católicos da França são, em seus escalões inferiores, grandemente interessados nos prazeres da vida e, nas camadas superiores, francamente hostis à religião. Os protestantes da Alemanha, do mesmo modo, são absorvidos pelas atividades econômicas diuturnas e, nas suas camadas superiores, são muito indiferentes à religião.
            Do mesmo modo, é uma notável circunstância que muitos dos maiores empreendedores capitalistas – até Cecil Rhodes – tenham tido origem em famílias de clérigos, o que pode ser interpretado como uma reação contra a sua formação ascética.
Essa forma de explicação, contudo, torna se falha quando se combinam um extraordinário senso capitalístico dos negócios com as mais intensas formas religiosas nas mesmas pessoas e grupos, e que lhes penetra e direciona a vida toda.
            (...)...Mas nem todas as ramificações protestantes parecem ter tido a mesma poderosa influência nesse sentido. A do Calvinismo, mesmo na Alemanha, parece ter sido das mais fortes, e a fé reformada” parece ter promovido o desenvolvimento do espírito do capitalismo no Wupperthal como em outro lugares.
            (...)...Se quisermos encontrar uma relação interna entre certas expressões do velho espírito protestante e a cultura capitalista moderna, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo deveremos tentar encontrá-la, bem ou mal, não na alegria de viver mais ou menos materialista, ou ao menos anti-ascética, mas nas suas características puramente religiosas.
Mostesquieu (Esprit des Lois, Livro XX, cap, 7) diz dos ingleses que “foram, de todos os povos, os que mais progrediram em três coisa importantes: na religião, no comércio e na liberdade”. Não seria possível que sua superioridade comercial e sua adaptação às instituições políticas liberais tivessem, de algum modo, relação com a religiosidade que Mostesquieu lhes atribui?
           





II
O Espírito do Capitalismo



No título deste estudo usamos a frase, algo pretensiosa, o espírito do capitalismo. O que se entende por isso? A tentativa de dar qualquer definição para isso implica em certas dificuldades, inerentes à natureza deste tipo de investigação.
Esse é um resultado necessário da natureza dos conceitos históricos que tentam, para suas finalidades metodológicas, apanhar a realidade histórica não em uma forma abstrata e geral, mas em concretos conjuntos genéticos de relações, inevitavelmente de caráter individual, e especificamente únicos.
Por isso, se tentarmos determinar o objeto, a análise e explicação histórica tentadas não podem ser feitas na forma de definição conceitual, mas, ao menos no início, como uma descrição provisória do que entendemos aqui por espírito do capitalismo. Tal descrição é entretanto indispensável para uma compreensão clara do objetivo da investigação. Com essa finalidade, remetemo-nos a um documento desse espírito, que contém, em uma pureza quase clássica, aquilo que buscamos – com a vantagem de ser ao mesmo tempo livre de qualquer relação direta com a religião, sendo pois, para os nossos propósitos, livre de preconceitos.
“Lembre-se que o tempo é dinheiro. Para aquele que pode ganhar dez shillings por dia pelo seu trabalho e vai passear ou fica ocioso metade do dia, apesar de não gastar mais que seis pence em sua vadiagem ou diversão, não deve ser computada apenas essa despesa; ele gastou, ou melhor, jogou fora. mais cinco shillings. “Lembre-se que o crédito é dinheiro. Se um homem deixa seu dinheiro em minhas mãos por mais tempo que o devido, está me dando os juros, ou tudo o que eu possa fazer com ele durante esse tempo. Isto atinge somas consideráveis quando alguém goza de bom e amplo crédito, e faz dele bom uso. “Lembre-se que o dinheiro é de natureza prolífica e geradora. O dinheiro pode gerar dinheiro, e seu produto gerar mais, e assim por diante. Cinco shillings circulando são seis; circulando de novo são sete e três pence e assim por diante, até se tornarem cem libras. Quanto mais dele houver, mais produz a cada aplicação, de modo que seus juros aumentam cada vez mais rapidamente. Aquele que mata uma porca prenhe, destrói sua descendência até a milésima geração. Aquele que “mata” uma coroa, destrói tudo aquilo que poderia ter produzido, até muitas libras”.
“Lembre-se do ditado: O bom pagador é dono da bolsa alheia . Aquele que é conhecido por pagar exata e pontualmente na data prometida pode, a qualquer momento e em qualquer ocasião, levantar todo o dinheiro de que seus amigos possam dispor. Isso, por vezes, é de grande utilidade. Além da industriosidade e da frugalidade, nada contribui mais para a subida de um jovem na vida que a pontualidade e a justiça em todos os seus negócios; por isso, nunca mantenha dinheiro emprestado uma hora sequer além do tempo prometido, para  que o desapontamento não feche para sempre, à bolsa de teus amigos”.

“Por seis libras anuais poderás desfrutar do uso de cem libras, desde que sejas um homem de reconhecida prudência e honestidade.”

Aquele que gasta um groat por dia inutilmente, desperdiça mais de seis libras por ano, que seria o preço do uso de cem libras.”

Aquele que desperdiça o valor de um groat de seu tempo por dia, um dia após o outro, desperdiça o privilégio de usar cem libras a cada dia.”

“Aquele que perde inutilmente o valor de cinco shillings de seu tempo, perde cinco shillings, e poderia com a mesma prudência tê- los jogados ao mar.”

Aquele que perde cinco shillings, não perde apenas essa soma, mas também todas as vantagens que poderia obter investindo a em negócios, e que durante o tempo em que um jovem se torna um velho, se tornaria uma soma considerável”.


É Benjamin Franklin que nos admoesta com tais sentenças, as mesmas que Ferdinand Kürnberger satiriza em seu inteligente e malicioso Picture of American Culture , como uma suposta confissão de fé do yankee. Não há o que duvidar de que é o espírito do capitalismo que aqui se expressa de modo característico, conquanto estejamos longe de afirmar que tudo o que possamos entender como pertencente a ele esteja contido nisso.


(...)...o espírito dessa colocação é evidentemente bem diferente das de Franklin. Aquilo que no caso de Franklin foi uma expressão de audácia comercial e uma inclinação pessoal moralmente neutra assume nesse outro o caráter ético de uma regra de conduta de vida. O conceito de espírito do capitalismo é usado aqui no sentido específico de espírito do capitalismo moderno. (...)... Pelo modo como estamos colocando o problema, é obvio que estamos nos referindo ao capitalismo da Europa Ocidental e da América do Norte. O capitalismo existiu na China, na índia, na Babilônia no mundo clássico e na Idade Média.
Se pois formularmos a pergunta por que devemos fazer dinheiro às custas dos homens, o próprio Benjamin Franklin, embora não fosse um deísta convicto, responde em sua autobiografia com uma citação da Bíblia que lhe fora inculcada pelo pai, rígido calvinista, em sua juventude : “Vês um homem diligente em seus afazeres? Ele estará acima dos reis”. (Provérbios 22; 29). O ganho de dinheiro na moderna ordem econômica é, desde que feito legalmente, o resultado e a expressão da virtude e da eficiência em certo caminho; e essas eficiência e virtude são, como agora se tornou fácil de ver, o alfa e o ômega da verdadeira ética de Franklin, como foi expressa nos trechos citados, tanto quanto em todos os seus escritos, sem exceção.
            Naturalmente, essa concepção não se manifestou apenas sob as condições capitalistas. Pelo contrário, mais tarde seguiremos suas origens em tempos anteriores ao advento do capitalismo. Naturalmente não afirmamos tampouco que a aceitação consciente de tais máximas éticas por parte dos indivíduos, quer empresários quer trabalhadores das modernas empresas capitalistas seja condição para a futura existência do capitalismo atual. A economia capitalista moderna é um imenso cosmos no qual o indivíduo nasce, e que se lhe afigura, ao menos como indivíduo, como uma ordem de coisas inalterável, na qual ele tem de viver. Ela força o indivíduo, a medida que esse esteja envolvido no sistema de relações de mercado, a se conformar às regras de comportamento capitalistas.
Assim pois, o capitalismo atual, que veio para dominar a vida econômica, educa e seleciona os sujeitos de quem precisa, mediante o processo de sobrevivência econômica do mais apto.
            (...)...o espírito do capitalismo, (no sentido adotado) estava presente antes da ordem capitalista. Havia queixas contra uma habilidade peculiar de cálculo para obtenção de lucro na Nova Inglaterra, que se distinguia das outras partes da América, desde os idos de 1632. Está fora de questão que o capit alismo permaneceu, de longe, menos desenvolvido em algumas das colônias vizinhas, que depois se tornariam os estados do sul dos Estados Unidos da América.
            A origem e a história de tais idéias é porém muito mais complexa do que supõem os teóricos da superestrutura. O espírito do capitalismo, no sentido em que usamos o termo, teve de lutar por sua supremacia contra um mundo inteiro de forças hostis.
            O predomínio universal da absoluta falta de escrúpulos na ocupação de interesses egoístas na obtenção do dinheiro tem sido uma característica daqueles países cujo desenvolvimento burguês capitalista, medido pelos padrões ocidentais, permaneceu atrasado.
Em todos os períodos históricos, sempre que foi possível houve a aquisição cruel, desligada de qualquer norma ética. Como a guerra e a pirataria, o comércio tem sido, muitas vezes, irrestrito em suas relações com estrangeiros e com os externos ao grupo. A dupla ética permitiu o que era proibido negociar entre irmãos.
A aquisição capitalista aventureira tem sido familiar em todos os tipos de sociedade econômica que conheceram o comércio com o uso do dinheiro e que ofereciam oportunidades mediante comenda, exploração de impostos, empréstimos de Estado, financiamento de guerras, cortes ducais e cargos públicos.
            O mais importante oponente contra o qual o espírito do capitalismo, entendido como um padrão de vida definido e que clama por sanções éticas, teve de lutar, foi esse tipo de atitude e reação contra as novas situações, que poderemos designar como tradicionalismo. Também nesse caso, qualquer tentativa de definição final deve ser mantida em suspenso. Devemos, por outro lado, tentar dar um sentido provisório claro, citando alguns casos. Começaremos por baixo, pelos trabalhadores.
            Um dos meios técnicos de que os empregadores modernos lançam mão para garantir o maior volume possível de trabalho de seus homens é o sistema de pagamento por tarefa. (...)...Por exemplo, um homem que ganha 1 marco por acre ceifado, ceifa 2 e 1/2 acres por dia e ganha dois marcos e meio por dia; quando o valor da tarefa foi aumentado para 1,25 marcos por acre ceifado, não ceifou 3 acres, como poderia ter feito facilmente, ganhando 3,75 marcos, mas ceifou apenas 2 acres de modo a continuar ganhando os 2,5 marcos a que estava acostumado. A oportunidade de ganhar mais foi menos atraente do que trabalhar menos. Ele não se perguntava: quanto poderia ganhar em um dia se eu fizesse o maior trabalho possível? Em vez disso, perguntava se: quanto devo trabalhar para ganhar o salário,de 2,5 marcos que eu ganhava antes e que bastava para as minhas necessidades tradicionais?
            Este é um exemplo do que queremos significar aqui por tradicionalismo. O homem não deseja “naturalmente” ganhar mais e mais dinheiro, mas viver simplesmente como foi acostumado a viver e ganhar o necessário para isso. Onde quer que o capitalismo moderno tenha começado sua ação de aumentar a produtividade do trabalho humano aumentando sua intensidade, tem encontrado a teimosíssima resistência desse traço orientador do trabalho pré-capitalista. E ainda hoje a encontra, e por mais atrasadas que sejam as forças de trabalho (do ponto de vista capitalista) com que tenha de lidar.
           
Mas a eficácia desse método, aparentemente tão eficiente, tem seus limites. Obviamente, um excesso de mão de obra que possa ser empregada a baixo preço no mercado de trabalho é uma necessidade para o desenvolvimento do capitalismo. Mas, embora tão grande exército de reserva possa em certos casos favorecer a expansão quantitativa, ele desafia seu desenvolvimento qualitativo, especialmente para as empresas que fazem uso mais intensivo do trabalho. Baixos salários não são sinônimo de trabalho barato. De um ponto de vista puramente quantitativo, a eficiência do trabalho diminui com um salário que seja fisiologicamente insuficiente, que, a longo prazo, signifique a sobrevivência da inépcia.
O capitalismo de hoje, por estar em posição de comando, pode recrutar suas forças de trabalho com certa facilidade. (...)...O tipo de mão de obra retrógrada tradicional é, com muita frequência exemplificado pelas mulheres trabalhadoras, especialmente as não casadas.
A habilidade de concentração mental, tanto quanto o sentimento de dever, absolutamente essencial, em relação ao trabalho, são aqui muitas vezes combinados com uma economia rígida, que calcula a possibilidade de altos ganhos, um frio autocontrole e frugalidade que, aumentam enormemente o desempenho.(...)... Isto fornece o fundamento mais favorável para a concepção do trabalho como um fim em si mesmo, como uma vocação necessária ao capitalismo: as oportunidades de superar o tradicionalismo são maiores por conta da formação religiosa.
            Essa observação do capitalismo atual sugere por si mesma a validade da indagação de como essa conexão entre adaptabilidade ao capitalismo e fatores religiosos possa ter surgido nos momentos iniciais de seu desenvolvimento.
            Voltemos contudo ao presente, e agora para o empresário, para esclarecer o significado do tradicionalismo no caso deste. Sombart, na sua discussão sobre a gênese do capitalismo, fez a distinção entre satisfação das necessidades e aquisição como sendo os dois grandes princípios orientadores da história econômica.


(...)...No primeiro caso, a obtenção dos bens necessários à satisfação das necessidades pessoais,

(...)...e no segundo, a luta para obter lucros sem os limites impostos pelas necessidades, tem sido as finalidades controladoras da forma e da direção da atividade econômica.


A saber, empresas dirigidas por empreendedores particulares utilizando capital (dinheiro ou bens com valor monetário) para obter lucro, comprando os meios de produção e vendendo o produto, isto é, empresas indubitavelmente capitalistas podem ao mesmo tempo ter um caráter, tradicionalista.
(...)...Apesar disso, usamos provisoriamente a expressão do espírito do capitalismo (moderno) para designar a atitude que busca o lucro racional e sistematicamente.
E o que é mais importante nessa relação, o que trouxe essa revolução, em tais casos, não foi geralmente o fluxo de dinheiro novo investido na indústria – em muitos casos que conheço, todo o processo revolucionário foi acionado por poucos milhares de capital emprestado de conhecidos – mas foi o novo espírito, o espírito do moderno capitalismo que fez o trabalho.
            (...)...Quando o imaginário de todo um povo se volta para grandezas puramente quantitativas, como nos Estados Unidos, esse romantismo de números exerce um irresistível apelo sobre os poetas entre os homens de negócios. Estes, por outro lado, não são geralmente os verdadeiros líderes, e em especial não são empreendedores de sucesso permanente que são por ele aliciados
            Mas é exatamente isto que parece ao homem pré-capitalista tão incompreensível e misterioso, tão desprezível e sem valor. Que alguém possa ser capaz de fazer disso o único fim de sua vida útil, descer ao sepulcro vergado sob o peso de tão grande carga material de dinheiro e bens, parece lhe explicável apenas como o produto de um instinto perverso, da auri sacra fame.
            (...)...Quem quer que não adapte seu modo de vida às condições do sucesso capitalista é sobrepujado, ou pelo menos é impedido de subir.(...)... Se foi esse o caso, e em que sentido, será objeto de nossa investigação. Será desnecessário provar que o conceito de ganhar dinheiro como um fim a si mesmo, ao qual as pessoas estava presas como a uma vocação, sempre foi contrário ao sentimento ético de todas as épocas.
            Suas vidas profissionais, enquanto estiveram atados às tradições da igreja, eram na melhor das hipóteses, algo eticamente indiferente; era tolerada, mas mesmo assim, por conta do contínuo perigo de conflito com a doutrina da igreja, algo perigoso para a salvação.
            Somas bem consideráveis, como as fontes nos mostram, ao morrer dos ricos, eram transferidas para as instituições religiosas como dívida de consciência, e por vezes até retornavam como usura aos devedores anteriores, de quem tinha sido cobrada injustamente.
            (...)...O fato a ser historicamente explicado é que no centro mais altamente capitalista da época a Florença dos séculos XIV e XV, mercado de dinheiro e capital de todos os grandes poderes políticos, essa atitude era considerada injustificável eticamente e na melhor das hipóteses, tolerada; e todavia, nas circunstâncias retrógradas e pequeno burguesas da Pennsylvania do século XVIII.(...)... Qual seria pois o arcabouço ideológico que poderíamos apontar para o tipo de atividade aparentemente direcionadas para o lucro em si, como uma vocação para com a qual o indivíduo sinta uma obrigação ética ? Pois que foi este tipo de idéias que determinou o modo de vida dos novos empreendedores, seus fundamentos éticos e justificativas.
(...)...Sem dúvida justificadamente, se entendermos por isso a extensão da produtividade do trabalho que aliviou, mediante a subordinação dos processos produtivos aos pontos de vista científicos, sua dependência das limitações naturais orgânicas do ser humano.(...)...  Do mesmo modo, é uma das características fundamentais de uma economia individualista capitalista, racionalizada com base no rigor do cálculo, dirigida com previsão e cautela para o sucesso econômico almejado,
Poderia então parecer que o desenvolvimento do espírito capitalista seria melhor compreendido como sendo parte do desenvolvimento do racionalismo como:um todo, e poderia ser deduzido das posições fundamentais do racionalismo obre os problemas básicos da vida.
A filosofia temporal racional do século XVIII não encontrou boa acolhida principalmente nos países de maior desenvolvimento capitalista. As doutrinas de Voltaire são até hoje propriedade comum das camadas superiores e, o que é mais importante na prática, dos grupos de classe média dos países católicos romanos.
            Porém já nos convencemos de este não é absolutamente o solo em que a relação do homem com sua vocação como obrigação, que é necessária ao capitalismo, tenha
preeminentemente se desenvolvido. De fato, podemos – e esta simples proposição muitas vezes esquecida poderia ser posta no início de qualquer estudo que tente lidar com o racionalismo – racionalizar a vida a partir de pontos de vista fundamentalmente diferentes e em direções muito diferentes. O racionalismo é um conceito histórico que envolve todo um mundo de coisas diferentes. Será nossa tarefa descobrir a filiação intelectual particular do pensamento racional da forma concreta, de que surgiu da idéia de devoção ao trabalho e de vocação, que é, como vimos, tão irracional do ponto de vista do auto- interesse puramente eudemonista, mas que foi e ainda é um dos elementos mais característicos de nossa cultura capitalista. Estamos aqui particularmente interessados precisamente na origem do elemento irracional subjacente nesta como em qualquer concepção de vocação.



Concluímos que o comportamento católico em comparação ao protestante, e é de estrema diferença, para o católico mais valia uma relação de amizade do que manter relações extremamente rígidas de mercado, enquanto o protestante preferia manter uma relação fria extremamente capitalista.
O espírito do capitalismo não é do século XIX como fala Weber, ela veem a muito tempo, já na antiga Inglaterra, podia se diferenciar as pessoas com esse comportamento extremamente capitalistas.








[1] Resumo exigido como parte de Atividades Complementares.
[2] Aluno do curso de licenciatura em História da Faculdade Ipiranga, turma LHN 02.

Achei Muito bonito e coloquei aqui campanha da fraternidade 2010 da Igreja Catolica

O Senhor declarara a existência de dois senhores, sendo impossível servir aos dois ao mesmo tempo. Mas que senhores são esses e como operam em nossa vida?

Primeiramente Cristo refere-se ao Senhor Deus e Pai, Deus forte, Poderoso, infinitamente misericordioso, íntegro, santo, puro, o qual não nos deixa desamparado na angústia, e pelo seu infinito amor ao homem deu Unigênito a morrer em sacrifício na cruz, para todo aquele que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.

Jesus fala também de outro senhor, mamon que é o príncipe deste mundo e “senhor” da riqueza, avareza, luxúria e dos prazeres deste mundo. Esse “deus” inspira o homem a ambição e avareza, e direciona o coração do homem apenas para as coisas materiais, terrenas e malignas, as quais Deus abomina.

Hino da Campanha da Fraternidade 2010
Campanha da Fraternidade


Jesus cristo anunciava por primeiro
Um novo reino de justiça e seus valores: (mt 4,17)
"vós não podeis servir a deus e ao dinheiro
E muito menos agradar a dois senhores". (mt 6,24)
Voz de um profeta contra o ídolo e a cobiça:
"endireitai hoje os caminhos do senhor!" (mt 3,3)
Produzi frutos de partilha e de justiça! (lc 3,8.11)
Chegou o reino: convertei-vos ao amor! (mt 3,2)
Não é a riqueza nem o lucro sem medida
Que geram paz e laços de fraternidade; (lc 16,19-31)
Mas todo o gesto de partilha em nossa vida (mc 12,42-44)
Que faz a fé se transformar em caridade. (gl 5,6)
No evangelho encontrareis a luz divina,
Não no supérfluo, na ganância e na ambição.
Ide e vivei a boa-nova que ilumina (mt 7,21)
E a palavra da fraterna comunhão. (mt 18,20)

Composição: João Rothe Machado / Pe. José Weber, Svd · Esse não é o compositor? Nos avise.
Enviada por Fabio

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Trabalho de: “ América Latina” Professora: Marileia da Silveira Nobre ; Turma: LHN 02 (Faculdades Integradas Ipiranga).Elaborar texto segundo autores.





27/11/2014


FACULDADES INTEGRADAS IPIRANGA




Disciplina: America Latina
Professora: Marileia da Silveira Nobre
Aluno: Sebastião Pereira Viana Júnior
Turma LHN 02


Leia o texto Movimentos Sociais na América Latina: revisitando as teorias". A partir dele, você irá produzir um resumo com as principais ideias do autor.


Tendo como base o vídeo e suas leituras dos textos anteriores, além de outras pesquisas sobre o processo de desenvolvimento e as contradições da América Latina, construa um texto de até duas laudas sobre a condição atual da América Latina diante do mundo globalizado.
Estas atividades valem 3 pontos para a B2.
Bons estudos!

















Os donos do capital incentivarão a classe trabalhadora a adquirir, cada vez mais, bens caros, casas e tecnologia, impulsionando-a cada vez mais ao caro endividamento, até que sua dívida se torne insuportável.

                                                           Karl Marx






















PREZADA: SEGUE O TEXTO DA 1º QUESTÃO



Movimentos Sociais na América Latina: Revisitando as Teorias 1
Ilse Scherer-Warren


Se partirmos da definição de que existe um movimento social quando uma ação coletiva gera um princípio identitário grupal, define os opositores ou adversários à realização plena dessa identidade ou identificação e age em nome de um processo de mudança societária, cultural ou sistêmica, podemos concluir que os movimentos sociais existem em permanente tensão e conflito com os princípios da modernidade, conforme relatado por Bauman2
Talvez esta tensão explique a constante tentativa de criminalização dos movimentos sociais ou a dificuldade das elites hegemônicas em aceitar como legítimos os movimentos dos segmentos subalternos em países como o Brasil,
O que se pretende, em última instância, é trazer elementos para a tese de que os estudos pós-coloniais comportam contribuições para se repensar o papel de movimentos sociais mais recentes na América Latina. (...)...O objetivo é também verificar em que medida esses estudos dialogam criticamente com a tradição teórica, revendo abordagens clássicas da modernidade. Finalmente, discutir as estratégias organizativas e discursivas dos movimentos receptivos ao pensamento pós-colonial.

Legados teóricos para os estudos dos movimentos sociais na atualidade

As “grandes narrativas” sobre os movimentos sociais na América Latina, baseadas nas teorias de classe, da tradição marxistas e nos princípios discursivos da modernidade, enfatizavam a tendências universalizantes para os comportamentos coletivos. As explicações para a luta dicotômica entre as classes tornaram-se muitas vezes reducionistas, teleológicas ou previsíveis.
            Por sua vez, as teorias dos movimentos sociais ao abandonarem as explicações classistas universalizantes, frequentemente deixaram de lado os fundamentos da desigualdade socioeconômica que atinge a maioria das populações latino-americanas e que, de uma forma ou outra, encontram-se subjacentes às múltiplas formas de exclusão dos sujeitos dos movimentos sociais contemporâneos.
As teorias culturalistas e identitárias dos movimentos sociais, também denominadas de “teorias dos novos movimentos sociais”, tiveram o mérito de buscar a complexidade simbólica e de orientação política dos agrupamentos coletivos formadores de movimentos sociais, segundo o princípio da diversidade sociocultural (de gênero, étnica, ecológica, pela paz, por diferentes tipos de direitos humanos etc.).


Os estudos pós-coloniais ou do pós-colonialismo4, em certa medida, incorporam legados das teorias de classe e das respectivas formas de opressão das elites coloniais e hegemônicas; das teorias culturalistas, no que diz respeito às múltiplas formas de opressão e discriminação simbólica em relação aos segmentos sociais colonizados, e da respectiva exclusão e/ou subalternidade destes segmentos no plano do fazer político, no cotidiano societário e nas instituições.
            Frantz Fanon (1925-1961), psiquiatra e militante político, aborda os processos de subjetivação, construídos pelo colonialismo e introjetados pelo colonizado, em relação ao corpo do dominado, à desvalorização devido à cor das peles negras e indígenas escravizadas.
            O autor prevê que a libertação dessas mentes só se dará através dos processos de desconstrução dessas formações discursivas e da construção de novas subjetividades dos sujeitos historicamente oprimidos e discriminados.
            Dussel conclui que para superar as formações discursivas discriminatórias e opressivas da “modernidade” será necessário negar a negação do mito da modernidade, isto é, “des-cobrir” pela primeira vez a “outra-face” oculta e essencial à “Modernidade”: o mundo periférico colonial, o índio sacrificado, o negro escravizado, a mulher oprimida, a criança e a cultura popular alienadas etc. (as “vítimas” da “Modernidade”) como vítimas de um ato irracional (como contradição do ideal racional da própria “Modernidade”)”.
Gostaria, a partir dessas idéias que influenciaram os estudos pós-coloniais, complementadas por outras contribuições contemporâneas a esses estudos6, refletir sobre alguns princípios para a investigação, análise e práticas dialógicas dos movimentos sociais latino-americanos, contemplando questionamentos em torno dos seguintes pontos:

*o posicionamento do intelectual em relação aos sujeitos dos estudo póscoloniais;
*a relação entre experiência e representação;
*a construção de novas plataformas de direitos humanos que atendam os anseios
desses sujeitos subalternos;
*a construção de formações discursivas adequadas à historicidade desses
sujeitos, através de práticas articulatórias em rede.


Posicionamento do intelectual em relação ao seu objeto de estudo

Na filosofia da libertação de Dussel um dos elementos fundamentais de sua construção é a “aproximação” com o Outro, em seu espaço e tempo, na experiência cotidiana e na história.
O outro aqui refere-se aos empobrecidos, aos oprimidos, aos discriminados, aos marginalizados pelas práticas e pelos mitos da modernidade. Para Fanon, a história da colonização tem que ser reescrita e reinterpretada, mas, acima de tudo, é necessário descolonizar as mentes para “que cesse para sempre a servidão de homem para homem.
Portanto, o intelectual deve fazer uma análise crítica sobre o lugar de sua fala. Assim sendo, deverá estar ciente que há uma memória oficial hegemônica como uma memória coletiva dos “de baixo” na pirâmide social,

A relação entre experiência e representação

A representação do social relaciona-se com a memória e a experiência, além da reflexividade, enquanto enunciado da modernidade. Desta forma, nas sociedades póscoloniais serão encontradas representações que expressam lados distintos do processo de colonização, tanto no plano dos mitos como na produção de novos saberes.
Esta diferença do poder de representação da fala, decorrente da legitimidade atribuída pelo lugar de enunciação do conhecimento, é criticada pelos próprios movimentos pós-coloniais latino-americanos, conforme podemos observar no discurso de Fernando Huanacuni (Brasil de Fato, 13/07/2009), liderança e intelectual dos aymara na Bolívia, o qual defende que a retomada de culturas originárias deve estar contemplada nos processos de mudança no país e que esta retomada, muitas vezes, é mais difícil de ser aceita pela própria intelectualidade local do que pela externa.
A avaliação de Gadea nos remete a seguinte questão: como construir uma plataforma de direitos humanos que consolide os “direitos originários” das populações subalternas e que inclua medidas reparadoras de suas condições históricas de sujeitos discriminados, sem que se utilize de políticas meramente assistencialistas ou clientelistas, mas recuperando as vozes, os desejos e os projetos desses sujeitos?

Da construção de novas plataformas de direitos humanos

Em contextos latino-americanos de profunda subalternidade de amplos segmentos populacionais (os indígenas e negros – herdeiros do escravismo colonial; os “sem tudo” - terra, teto, trabalho formal, educação etc.), seria possível combater essas múltiplas formas de exclusão social e pensar a universalidade dos direitos humanos?
As comunidades subalternas e diaspóricas no mundo globalizado não estão restritas apenas ao localismo, mas são constantemente atravessadas pelos valores e pelas relações com atores globalizados, estando assim sujeitas a processos de desterritorialização e re-territorialização, re-significando-se social e culturalmente, o que traz novos desafios para a construção de plataformas mais inclusivas de direitos humanos e para um civismo que não reduza esses povos a uma cidadania genérica da
modernidade.
            Os valores da modernidade ocidental foram incorporados em nosso país com uma herança histórica, que segundo Boaventura Santos (2006), compreende: “colonialismo, racismo, genocídio, escravatura, destruição cultural, impunidade, não
 ética da guerra” Em termos mais concretos, enquanto imigrantes europeus tiveram terras, mercados para seus produtos, trabalho e acolhimento; nos primórdios da colonização, negros, indígenas e seus descendentes não tiveram nem terra, nem possibilidade concreta de trabalho “livre” e, menos ainda, reconhecimento social e político, com implicações na auto-estima.


Formações discursivas construídas através de práticas movimentalista em rede


O comunitarismo histórico dos grupos subalternos na América Latina vem transcendendo de uma situação de marginalidade na esfera pública para uma outra condição onde as vozes de camadas subalternas começam, ainda que com dificuldades, a ter algum eco para além de seus territórios.
Temos discutido em outros momentos8, como as articulações em redes tem empoderado os movimentos sociais, na medida em que aproximam e criam espaços inter-organizacionais, de trocas materiais e simbólicas, comunicação e debate, entre as bases das ações coletivas (incluindo-se aí os espaços comunitários do cotidiano dos grupos subalternos), contando com a mediação de agentes políticos articulatórios (fóruns e redes interorganizacionais diversas), com a possibilidade de participação em mobilizações na esfera pública (marchas, protestos e campanhas), formando assim as redes de movimentos sociais.
Será no jogo dialético entre a tradição e as raízes culturais revistas criticamente, por um lado, as opções políticas e as utopias, por outro, que os movimentos sociais vêm atribuindo novos significados às situações de opressão e discriminações históricas. A equação das raízes/opções, nos termos de Boaventura Santos (1997), pode ser frutífera aos movimentos sociais na medida em que “o passado deixar de ser a acumulação fatalista de catástrofe e for tão-só a antecipação da indignação e do inconformismo” (p. 116).
Outro exemplo emblemático de construção de uma crítica à herança colonial e à consequente hegemonia política de representantes brancos, mesmo no seio dos movimentos sociais, ocorreu por ocasião da 1ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, realizada em 2004, em Brasília. Durante a Conferência, as mulheres negras e indígenas, observando a fraca visibilidade temática de suas questões, apesar da sua ampla presença, resolveram elaborar um documento, que passou a ser utilizado também em momentos articulatórios posteriores, denominado “Carta de Aliança de Parentesco entre Índias e Negras”, com o seguinte conteúdo:
Observamos, em outros fóruns posteriores9, o uso político estratégico desta noção de “aliança de parentesco”, no sentido de construir um empoderamento das etnias oprimidas pelo processo de colonização, que consideram-se credoras de reparação histórica no que diz respeito à diminuição da desigualdade, à conquista de direitos, à visibilidade e ao reconhecimento social e político. O diálogo inter-étnico no interior do movimento das mulheres repercutiu também na própria “Articulação das Mulheres Brasileiras”, uma rede nacional de Fóruns de mulheres, que adicionou a sua denominação o seguinte sub-título, segundo uma de suas lideranças: “AMB - uma articulação feminista e anti-racista”. Isso se definiu afirmando o feminino e também afirmando o anti-racismo como uma questão central. Isso tudo é fruto das mulheres negras dentro da AMB”.10

Os fóruns da sociedade civil não são organizações formalmente localizadas, mas espaços estratégicos de debate político entre atores diversificados, de formulação de objetivos comuns de luta, de elaboração de princípios e de encaminhamento de ações concretas de impacto político. Desta forma, observa-se que a busca de consenso cada vez mais tem sido confrontada com o princípio de respeito à diversidade e às diferenças, deixando-se para os espaços próprios de cada organização as lutas específicas ou não consensuais.
                        Neste ponto, observa-se nos movimentos sociais de luta pela terra no Brasil o mesmo que Gadea (2007) constatou em relação ao movimento indígena no México, ou seja, que as políticas emancipatórias só sobrevivem se vierem acompanhadas de pragmatismo, de resolução de problemas concretos, de respeito e/ou reconhecimento do outro, mesmo dentro do movimento, como sujeito com diferenças.
















PREZADA: SEGUE O TEXTO DA 2º QUESTÃO


Antes de entrar diretamente na participação da America latina na era global, faço um pequeno resgate histórico, da terrível face do processo de globalização. A historia da America latina segundo o vídeo, não é um processo atual ela veem com uma historia marcada por espada, sangue, fogo e morte, quando do processo de expansão comercial capitalista dos europeus, mataram sem piedade homens mulheres e crianças, e tomaram as suas terras, acabaram com muitas culturas, impuseram uma religião  por forma do convencimento, o que é muito pior, catequizando e convencendo a esses povos esquecerem o que são. Percebemos como nasceu a globalização num processo terrível desumano, em que apenas uma elite se beneficiava desse processo como é hoje.   
,  As lutas sociais na America latina, que veem em decorrência  da pobreza gerada pelo capitalismo, por governos corruptos, militares que aplicaram golpes nos países, e empunharam um regime com mão de ferro. Entendo que essa consequência é  devido  a expansão do capital, da globalização, não é possível para mim ver o capitalismo, como algo bem quisto para uma sociedade, humanizar o capitalismo é impossível.A historia da America latina é marcada por regimes desumanos como a escravidão, exploração, os povos latinos 
“No auge de seu teor ideológico Che Guevara já dizia” America para os Americanos”, o ideal de progresso por meios mais justos para o população, acarretou a revolução cubana, e depois a tentativa para a America Latina, não deu certo , mas hoje  a almejada revolução socialista não pode cair no esquecimento, é preciso debater nas faculdades, uma alternativa para a barbárie  dessa globalização para que o ideal do comunismo continue a viver.  

Sobral. 2012

“O relatório também indica que a situação econômica dos países da América Latina é muito heterogênea e o PIB se divide de maneira bem irregular. Entre as principais economias, destaque para o Brasil, que fica com 32% do total, e para o México, com 25%. Na ponta contrária, o Caribe tem apenas 1% do PIB da região. (...)...Na visão da ONU, o crescimento acelerado de novos polos econômicos demanda uma atenção particular pelos desafios que cria. “Poucos governos locais estão preparados para assumir mudanças dessa magnitude. Sem acompanhamento técnico e político, as cidades se sujeitam a repetir o cenário de crescimento desordenado e habitação precária com as consequências econômicas, sociais e ambientais que já se conhece”, apontou o relatório”.



Na citação acima percebemos a desestruturação que é o capitalismo, do governo não tem  competência para administrar o estado, o grande capital se apropria  de recursos naturais, e vendem, segundo eles a preços acessíveis, mas os opositores dizem não pode nem que seja acessível uma coisa que é patrimônio da humanidade, e de graça.
            Na questão do Brasil ele ocupa uma posição de destaque, ela faz parte dos BRICS, que são países que não entregaram a economia ao grande capital, ainda é controlado pelo estado, e amenizou a crise nos anos do regime do presidente  Fernando Henrique, quando ele empobreceu o pais, mas controlou a inflação, ao contrario da Argentina que  não teve escolha e entrou em crise.
Segundo Estenssoro, a pobreza e as desigualdades não são fenômenos exclusivamente do capitalismo, já existia antes, no entanto é com ele que ela que veem expandir e dá continuidade, e a exploração dos trabalhadores causticante pela mais valia, auxiliando a riqueza da burguesia.
Nos autores estudados, percebemos que eles associam a pobreza na America latina como um processo histórico do capitalismo, a globalização veio impulsionar   esse processo, ainda mais devastador, porque as MULTINACIONAIS, TRANSNACIONAIS, estão entrando nos lugares que antes tinham, uma vida ligada a terra, ou quando não com pequenos comércios, eles acabam falindo as atividades dessas pessoas, aquele vendedor de peixe, perde espaço para os grandes empresas e não tem como competir acabam trabalhando para eles em troca de um salário mínimo.
            Passamos agora a uma analise do vídeo Filme de Silvio Tendler: O Mundo Global Visto do lado de Cá: É preciso explicar porque o mundo hoje é horrível, é um processo histórico põe em xeque o nosso futuro. A globalização veem das terras  conquistadas, 70 milhões exterminados  2000 línguas desapareceram,ignoraram-se povos e culturas, 10 milhões de africanos trazidos como escravos, em condições sub-humanas, é a primeira colonização de colonismo.
A segundo é no século XX, foi o século das revoluções e tecnologias em um sonho do mundo melhorar, o estado de bem estar sócia, O consumo é o fundamentalismo começa durante o estado de bem estar social surge o consumo voraz. É uma política de empresas globais.
É difícil ser negro e intelectual porque não faz parte da cultura nacional você criticar. A renda dos 500 mais ricos, é superior aos 400 intermediários, a maioria esmagadora é dos ricos. O terceiro mundismo é um dependência muito mais do que antes. “O vídeo mostra imagens da prostituição consumismo, pobreza, a globalização é uma perversidade”
Construir um mundo da dignidade humana objetivo é fazer dessas condições materiais  fazer uma outra política.   Os países da America Latina fazer voltar exercer juros alto privatizações em nome do emprego privado incapacidade do estado e o CONSENSO DE WASHINGTON , foi desastroso para a America latina, houve revolta, houve dolarização,privatização a água potável pressionado pelo FMI.
O estado nacional EUA, vai bem, com gastos militares e agentes comercial, eles falam que o estado não é importante, os pensadores da globalização também o que interessa é a economia, mas é uma farsa. Os EUA quer o estado fortíssimo, tanto que eles pagam 50% em impostos é  para manter o exercito.
As grandes empresas não tem responsabilidade social, e moral, com o território  é por isso que desorganizam os territórios  como socialmente e moralmente. Ocorre a acumulação de mais riquezas para os ricos os salários mascaram. A globalização se destaca como processo de perversidade o desemprego aumenta, a classe media tende a baixar,a  fome alastra os pobres, o desemprego aparece como uma coisa normal, diz-se que é uma condição para chegar –se a mais globalização a pobreza é tratado com naturalidade.   



O mundo está dividido em dois grupos:
Grupo dos que não come
Grupo dos que não dorme




1 bilhão não tem acesso a água
3 bilhões água sem tratamento






O GLOBARITARISMO: Manejado por um grande grupo de forma independente, que são as armas e a imposição de governos poderosos sobre os mais fracos



“O Brasil jamais teve cidadãos, nos a classe média não queremos direitos nos queremos privilégios, e os pobres não tem direito não há pois cidadania neste país nunca houve”

Milton Santos  

POR UMA OUTRA GLOBALIZAÇÃO: Caímos em uma outra forma de totalitarismo, exige seguir o mesmo modelo, um mundo que espalhasse que a liberdade é a forma suprema de vida, e ao mesmo tempo há uma consciência de liberdade, mais sedo ou mais tarde com o dia contado, a globalização terminará  assim  como foi no fascismo e no nazismo.
Ele conclui que a globalização é mais perigosa que o nazismo e o fascismo, porque ela impõe uma falsa ideia de liberdade, ele acredita mesmo em outra “Globalização”, solidária ainda estamos fazendo os ensaios do que é a humanidade. Um homem falou que no capitalismo você vale o quanto tem no bolso, então eu não valo nada porque eu não tenho nenhum dinheiro”







REFERENCIAS


O Mundo Global Visto do lado de Cá. Retirado de.WWW.youtube.com/wath?v=uub5dw_mmM. Em 16/11/2014 as 18:00. Filme de Silvio Tendler


ESTENSSORO Luis . Capitalismo, Desigualdade e Pobreza na América Latina. São Paulo - 2003